
(Padre Carlos)
São Miguel das Matas está de luto. Não oficialmente, mas profundamente. Porque quando um filho da terra, como o empresário José Paulo Couto, parte de forma tão brutal, é como se o próprio coração da cidade parasse por instantes.
José Paulo não era apenas mais um nome no noticiário trágico da violência no Brasil. Ele era um símbolo do miguelense que parte em busca de oportunidades, mas nunca abandona suas raízes. Levava o nome da cidade por onde passava. Sua trajetória como comerciante, agropecuarista e líder político foi marcada por dignidade, respeito e compromisso com a comunidade.
Agora, sua morte — violenta, covarde, amarrado e descartado sob uma ponte em Araguaína — nos fere duplamente: pela perda de uma vida valiosa e pelo retrato da insegurança que assombra o país.
Mas mais que indignação, o que nos resta é saudade e respeito. Saudade de um conterrâneo que nos representava com altivez. Respeito por sua história, seu legado e sua firmeza moral.
Em cada miguelense que lê essa notícia, acende-se uma centelha de memória, de reconhecimento e de dor. Que a justiça venha, mas que a lembrança permaneça. José Paulo Couto vive em nós — como vivem todos os filhos da terra que partem, mas jamais nos deixam de verdade.




