Política e Resenha

ARTIGO – Alexandre de Moraes: Um Guardião Solitário da Democracia

 

(Padre Carlos)

Em tempos de sombras, é comum que figuras iluminadas se tornem alvos. O ministro Alexandre de Moraes, ao se manter firme diante das ameaças autoritárias que assolaram o Brasil nos últimos anos, tornou-se um desses alvos. Não por vaidade ou sede de protagonismo, mas por ousar cumprir, com rigor e coragem, aquilo que a Constituição lhe confia: proteger a democracia.

Ao contrário do que vociferam os que tramam nas sombras, Moraes não é um déspota togado, mas sim um guardião do Estado Democrático de Direito. Sua atuação no Supremo Tribunal Federal foi decisiva para impedir que o país mergulhasse no caos institucional. Em momentos críticos, quando muitos titubeavam, ele se manteve inabalável diante dos que atentavam contra a República, contra o processo eleitoral e contra as instituições.

A fala recente do ministro Gilmar Mendes é clara e contundente: “Se não fosse o Alexandre, o país teria se tornado um grande pântano institucional.” E não é exagero. Alexandre de Moraes se tornou a muralha entre o Brasil e a barbárie, entre o voto e a violência, entre a democracia e a ruptura.

A história será implacável com aqueles que hoje usam a toga para defender golpistas. Os ministros que flertam com o autoritarismo e relativizam ataques às urnas e às instituições não serão lembrados como homens de coragem, mas como os três cavalheiros do apocalipse da democracia — cúmplices silenciosos de uma tentativa de ruptura institucional. Vão entrar para os livros não como heróis da Justiça, mas como sombras do Judiciário.

A toga não é escudo para a covardia nem palanque para ideologias. Ela é símbolo da imparcialidade, da legalidade e do compromisso com a Constituição. Os que a vestem para proteger delinquentes travestidos de patriotas não são juízes: são cúmplices da destruição da democracia.

Ao Brasil, Alexandre de Moraes prestou um serviço histórico. A ele, o país deve mais do que gratidão: deve reconhecimento. Em tempos em que a verdade é sufocada por fake news e o direito é atropelado pelo populismo, sua firmeza se torna símbolo de resistência civilizatória.

E, sim, a história cobrará. Ela julgará não apenas os que invadiram os prédios dos Três Poderes, mas também os que, de dentro das instituições, permitiram — por omissão, covardia ou cumplicidade — que a democracia sangrasse.