
Em política, a pressa é inimiga da estratégia. Essa é a mensagem que a prefeita Sheila deixou clara em entrevista exclusiva ao Política e Resenha. Ao ser questionada sobre a sucessão municipal e a possibilidade de lançar nomes para disputar as eleições estaduais e federais, ela foi taxativa: não se atropela calendário.
Sheila lembrou que a próxima eleição municipal só acontece em 2028 e que a prioridade, no momento, é focar em 2026, quando estarão em disputa os cargos de deputado estadual e federal. Segundo a prefeita, o debate sobre a sucessão local deve ocorrer “no seu tempo certo”, evitando ruídos internos e precipitações que possam fragmentar o grupo.
Há, nessa postura, mais do que cautela: há leitura política. A política brasileira já provou, incontáveis vezes, que movimentos antecipados demais podem gerar desgastes, criar divisões e até inviabilizar candidaturas. Ao reforçar que a escolha de nomes passa por critérios de viabilidade eleitoral, força de base e real interesse em disputar, Sheila mostra que entende a máxima de que, no xadrez eleitoral, cada peça deve ser movida no momento exato.
Outro ponto relevante é a ênfase na origem dos candidatos. Para a prefeita, é essencial que os nomes lançados a deputado sejam de Vitória da Conquista e tenham vínculo sólido com o município. Não se trata de bairrismo, mas de pragmatismo: a força de um candidato nasce de sua conexão direta com a comunidade que representa.
O recado de Sheila é claro: não basta querer, é preciso poder. Não basta ter nome, é preciso ter lastro político, capacidade de articulação e apoio popular. Em tempos em que campanhas se constroem mais na espuma das redes sociais do que no suor das ruas, ouvir essa defesa de critérios concretos soa quase como um retorno ao bom senso.
A política exige paciência, e a paciência exige maturidade. Sheila parece ter as duas — e está disposta a usá-las como aliadas para que seu grupo chegue forte, unido e competitivo tanto nas eleições estaduais e federais, quanto na sucessão municipal. O futuro dirá se a estratégia será vitoriosa, mas uma coisa já está definida: improviso não fará parte do plano.




