
(Padre Carlos)
Assim como ocorreu com Lídice da Mata, que foi preterida em um arranjo político que surpreendeu parte do eleitorado baiano, vemos agora o mesmo movimento em torno do senador Angelo Coronel. A disputa pelo Senado em 2026 promete ser acirrada, e a engrenagem da política já começou a se movimentar em cada canto da Bahia.
Em Guanambi, na celebração dos 106 anos de emancipação, Ângelo Coronel recebeu um gesto que pode marcar o futuro do cenário político estadual: o apoio público do deputado Tiago Correia, líder da oposição na Assembleia Legislativa da Bahia. Um jovem deputado, mas com a postura de veterano, que não hesitou em reconhecer o trabalho de Coronel no Senado e declarar: “esse é o meu senador”.
O gesto vai além do discurso. É um recado direto ao tabuleiro da política baiana: se o PSD for excluído da base governista do PT, Coronel pode caminhar ao lado de ACM Neto, abrindo espaço para uma aliança inesperada, mas com grande impacto eleitoral.
Na prática, a Bahia assiste à repetição de um roteiro: partidos aliados até ontem se estranham quando a disputa pelo poder aperta. Coronel, que sempre se apresentou como uma voz séria, independente e parceira dos baianos, agora se vê no olho do furacão.
O que está em jogo não é apenas uma cadeira no Senado, mas a representatividade da Bahia no cenário nacional. Como eleitor e observador da cena política, não posso deixar de notar: a movimentação em torno de Coronel não é um episódio isolado, mas sinal de que o tabuleiro de 2026 já está em plena disputa.




