Política e Resenha

ARTIGO – A voz de Cris Rocha e o clamor por um hospital pediátrico em Vitória da Conquista

 

 

 

(Padre Carlos)

Na manhã desta sexta-feira, 5 de setembro de 2025, a tribuna da Câmara Municipal de Vitória da Conquista foi palco de um pronunciamento que precisa ser lembrado não apenas como discurso, mas como marco de uma causa justa: a vereadora Cris Rocha, em meio à celebração de mais um aniversário, reafirmou o sentido de sua vida pública e de sua fé, apresentando a necessidade urgente da instalação de um hospital pediátrico em nossa cidade.

A fala de Cris Rocha foi carregada de gratidão, mas também de indignação serena. Não se tratou de discurso protocolar, mas de um chamado à consciência coletiva: como pode a terceira maior cidade da Bahia, referência em saúde para dezenas de municípios vizinhos, ainda não contar com uma unidade hospitalar dedicada exclusivamente às crianças?

A parlamentar foi firme ao lembrar que Vitória da Conquista convive com a superlotação de unidades como o Esaú Matos e o São Vicente, que cumprem papel heroico, mas não conseguem atender toda a demanda. Mães, pais e famílias inteiras veem-se sufocados pela falta de leitos e pela morosidade no atendimento, realidade que compromete não apenas o tratamento, mas muitas vezes a vida das crianças.

Cris Rocha fez questão de frisar que não se trata de crítica pela crítica. Ao contrário, reconheceu os avanços na área da saúde sob a gestão estadual de Jerônimo Rodrigues e da prefeita Sheila Lemos, mas levantou um ponto incontestável: Jequié já conta com um hospital pediátrico moderno desde 2022; por que Vitória da Conquista, sendo polo regional, não pode ter o mesmo?

Esse questionamento expõe a contradição que todos conhecemos, mas poucos verbalizam no espaço público: a saúde infantil continua relegada a improvisos e paliativos. O que falta não é diagnóstico, mas decisão política.

A vereadora foi além: pediu o apoio do presidente da Câmara, Ivan Cordeiro, e da Casa Legislativa para que a pauta seja levada a Salvador. Não é um pleito individual, mas uma bandeira coletiva, que exige articulação entre vereadores, governo municipal, governo estadual e sociedade civil.

O pronunciamento de Cris Rocha deve ser compreendido como mais do que um registro em ata. Ele é um chamado ao futuro, à responsabilidade de garantir que nossas crianças tenham prioridade real, e não apenas nos discursos eleitorais. A política, quando iluminada pela fé e pelo compromisso ético, torna-se, como disse a vereadora, um “louvor a Deus através do trabalho”.

Se há um momento para transformar esse sonho em realidade, é agora. Se Vitória da Conquista quer continuar sendo referência no cenário baiano, precisa urgentemente responder ao clamor que ecoa das famílias e que hoje foi verbalizado com coragem por Cris Rocha. Um hospital pediátrico não é luxo, é necessidade. Não é favor, é dever. Não é promessa, é urgência.