Política e Resenha

ARTIGO – A Batalha que Não Terminou nas Urnas (Padre Carlos)

 

 

 

Vai fazer um ano que acabaram as eleições e, apesar de todo o barulho, denúncias e suspeitas levantadas para colocar em dúvida a legalidade do voto, a prefeita conseguiu se reeleger. Mas a pergunta que não quer calar é: será que a oposição desceu do palanque? A resposta é simples: não. E a batalha continua, agora nos tribunais, numa guerra silenciosa que tenta minar a legitimidade de um mandato conquistado nas urnas.

A estratégia atual da oposição é clara: desacreditar. Mas o eleitor tem o direito de saber a verdade. Por isso fomos buscar na fonte os elementos que sustentam essa polêmica, para explicar com as palavras que o povo entende.

O caso mais explorado é o da chamada permuta dos terrenos. O bairro Cidade Modelo nasceu na década de 90, fruto de um projeto de expansão urbana. Muitas famílias compraram seus lotes, outras ocuparam terrenos que ficaram abandonados, sem ação do poder público. Hoje, centenas de moradores — fala-se em 273 famílias — vivem sem escritura definitiva, impedidos de regularizar seus imóveis.

A prefeitura, então, fez uma permuta: indenizou a Emurc com terrenos de sua propriedade, em troca daqueles já ocupados por famílias no Cidade Modelo. O objetivo era simples — regularização fundiária. Sem isso, nenhuma escritura poderia ser emitida.

E a Emurc? A empresa, que tem como função comercializar lotes, optou por colocar terrenos em leilão. Nada de ilegal nisso. O leilão segue regra clara: começa com preço mínimo e vence quem der o maior lance. Muitas vezes, o valor final até supera o de mercado. Além disso, vender em blocos aumenta a competitividade e equilibra o preço dos terrenos menos valorizados. É lógica de mercado, sem segredos obscuros.

Importante lembrar: a permuta foi aprovada por unanimidade na Câmara de Vereadores. Está tudo registrado, com votos e sessões públicas. Se havia algo de ilícito, por que nenhum vereador levantou objeção?

A verdade, caro eleitor, é que esse tema virou munição política. A oposição insiste em arrastar para os tribunais o que foi discutido e aprovado em instâncias legítimas. Quer ganhar no grito, no desgaste e no descrédito o que não conseguiu nas urnas.

Não se trata aqui de defender governo ou oposição, mas de apresentar os fatos: não há ilegalidade aparente, não há manobra oculta. O que existe é disputa de narrativa. E cabe ao eleitor separar a fumaça da realidade.

As urnas falaram, mas parece que alguns ainda não aceitaram ouvir.