
Por Padre Carlos
Em tempos em que a palavra democracia parece, tantas vezes, reduzida a discursos vazios e promessas sazonais, Vitória da Conquista assiste a um movimento raro: a prática concreta da escuta popular. A prefeita Sheila Lemos tem se destacado, não apenas entre as gestões municipais da Bahia, mas em todo o eixo Norte-Nordeste, ao adotar um modelo de administração pública participativa, moderno, transparente e inclusivo.
Na tarde desta quinta-feira (9), mais uma audiência pública realizada pela Prefeitura Municipal reafirmou essa vocação democrática. O encontro, sediado no auditório da Praça CEU, abriu espaço para que a comunidade participasse da elaboração da Lei Orçamentária Anual (LOA) — um instrumento decisivo para definir o destino dos recursos públicos. Mais do que um gesto simbólico, trata-se de uma ação efetiva de governo compartilhado.
Sob a coordenação da Secretaria Municipal de Governo, a secretária Geanne Oliveira apresentou o processo de construção do Plano Plurianual (PPA) 2026–2029, elaborado com base em 46 mil respostas enviadas pela população por meio de uma plataforma digital criada especialmente para ouvir as demandas da cidade. Esses números não representam apenas dados técnicos — são o retrato vivo de uma população que acredita que sua voz pode, de fato, transformar o espaço em que vive.
O secretário Rodrigo Bulhões, de Finanças e Execução Orçamentária, reforçou que a LOA nasce diretamente desse diálogo, levando em conta as prioridades indicadas pelos cidadãos. Trata-se de uma inovação administrativa que rompe com velhas práticas de gabinete e devolve ao povo o papel de coprodutor das políticas públicas.
A presença de técnicos e servidores como Edinael Pardim, da Secretaria de Saúde, demonstra que essa visão de gestão participativa não é apenas da prefeita, mas permeia todo o corpo administrativo. “São momentos extremamente importantes para que a gente consiga construir a gestão de modo que ela atenda as necessidades indicadas pela população”, disse ele, traduzindo em palavras a essência de uma gestão que se quer coletiva e responsável.
E a fala do mestrando Auristenisson da Mota trouxe a dimensão acadêmica e cidadã desse processo: “a opinião pública precisa ter espaço para que possa, de fato, participar, se sentir integrada e ser também comprometida com a Administração Municipal”. Essa frase resume o espírito de um tempo em que o cidadão deixa de ser mero espectador e passa a ser ator político na construção do futuro de sua cidade.
Em um cenário nacional em que o descrédito com a política ainda é forte, Sheila Lemos consolida-se como exemplo de que é possível governar com diálogo, planejamento e coragem de inovar. Vitória da Conquista não apenas segue avançando — ela está ensinando ao Brasil que democracia se faz com participação, e não apenas com votos.




