
(Por Padre Carlos)
A política conquistense mostra, mais uma vez, sua vocação de espelhar os grandes movimentos de alinhamento que ocorrem em todo o cenário baiano. A reunião recente na Câmara Municipal, liderada pelo presidente Ivan Cordeiro (PL), com vereadores da base governista e lideranças locais, revelou um novo passo na reorganização das forças que projetam Vitória da Conquista para o tabuleiro estadual de 2026.
O encontro teve como ponto central o apoio à pré-candidatura de Carlos Muniz Jr. (PSDB), filho do presidente da Câmara de Salvador, Carlos Muniz, à Câmara Federal. O gesto não apenas indica a abertura de um canal político entre Conquista e a capital, mas também evidencia o esforço de Ivan Cordeiro em consolidar um campo de influência dentro da base da prefeita Sheila Lemos (União Brasil), reposicionando-se como ator estratégico no jogo sucessório que se avizinha.
O apoio declarado de seis vereadores governistas — entre eles, Edivaldo Júnior, Bibia, Nelson Vivi, Paulinho Oliveira e Luís Carlos Dudé — confere peso simbólico e político à movimentação. Trata-se de um quarto do Legislativo conquistense alinhado a um projeto que transcende o âmbito municipal, sinalizando que os acordos locais passam a ser parte de uma engenharia eleitoral mais ampla, voltada para as disputas federais.
A articulação reforça também a tentativa de aproximar os grupos de Ivan Cordeiro e de Carlos Muniz, consolidando uma rede de influência que une duas câmaras estratégicas: a de Vitória da Conquista, terceira maior cidade da Bahia, e a de Salvador, principal centro político do Estado. Nos bastidores, o movimento é interpretado como um avanço no protagonismo de Cordeiro dentro da base da prefeita e uma aposta em visibilidade estadual.
O gesto, portanto, extrapola o apoio a um pré-candidato. Ele reflete uma nova fase de reposicionamento político dentro da base governista conquistense — que, ao mirar 2026, busca antecipar cenários, costurar alianças e garantir espaço nas futuras composições de poder.




