Política e Resenha

ARTIGO – A Nova Lei Orgânica: Um Presente Parlamentar para a História de Vitória da Conquista

 

 

 (Padre Carlos)

 

Há acontecimentos que ultrapassam a rotina política e inauguram épocas. A promulgação da nova Lei Orgânica do Município de Vitória da Conquista, com seus 360 artigos, aprovada em dois turnos por unanimidade, não é apenas um ato jurídico — é um marco civilizatório para a democracia conquistense. E se a cidade hoje celebra uma Constituição Municipal renovada, é porque houve liderança, visão institucional e coragem política.

A Mesa Diretora da Câmara Municipal — sob a presidência de Ivan Cordeiro Silva Filho, com Luciano Gomes Lisboa como primeiro vice-presidente, Cristiane Santos Rocha como segunda vice-presidente, Hermínio Oliveira Neto como primeiro secretário e Gilvan Nunes Pereira como segundo secretário — cumpriu um papel que entra para os registros da memória pública. Não se trata de formalidade: a coesão, o planejamento, o zelo legislativo e a condução firme dessa equipe foram decisivos para entregar à população um documento estruturante, moderno e alinhado ao ordenamento constitucional vigente.

Em um país onde muitas Casas Legislativas se rendem ao improviso e à paralisia, Vitória da Conquista viveu o contrário: uma demonstração exemplar de organização parlamentar, maturidade política e respeito à cidadania. Conduzir uma votação que exige quórum qualificado de 2/3 já é um desafio notável; aprová-la por unanimidade em dois turnos é algo que só acontece quando há liderança sólida e compromisso comum com o interesse público.

O presidente Ivan Cordeiro, ao dirigir com responsabilidade e firmeza todo o processo legislativo, evidencia que a política pode ser, sim, um instrumento de grandeza. Não foi obra de um homem só — mas toda grande obra exige quem a conduza. E ao lado de uma Mesa Diretora coesa e atuante, a Câmara não apenas revisou a Lei Orgânica — entregou à cidade um presente institucional, uma base legal construída para sustentar o desenvolvimento urbano, a cidadania, a participação popular, a transparência pública e o fortalecimento do poder legislativo.

Em tempos de descrédito institucional, essa conquista devolve esperança. A nova Lei Orgânica é um contrato social renovado, um pacto democrático capaz de garantir segurança jurídica, governança responsável e futuro. Não nasce do acaso: nasce do trabalho político sério, do diálogo interno, da articulação parlamentar e da compreensão de que a cidade vem antes de qualquer interesse particular.

O dia 28 de novembro de 2025 ficará marcado como um capítulo luminoso na história de Vitória da Conquista. E quando os livros registrarem esse momento, será impossível não lembrar de quem firmou sua assinatura nele: a Mesa Diretora que soube transformar vontade política em legado, que soube fazer da lei um gesto de amor institucional pela cidade.

Promulgar é só o início. Cumprir é o caminho. E guardar na memória coletiva — como se guarda um presente raro — é o dever de uma cidade que reconhece quando sua democracia alcança grandeza.