Política e Resenha

O Pulmão que Mantém a Cidade Viva: Por que a Nova Secretaria de Segurança Consolida o Futuro de Conquista

 

 

(Padre Carlos)

Vitória da Conquista vai chegar a 2026 sustentando um posto que poucos acreditavam ser possível há dez ou quinze anos: o de cidade mais segura da Bahia e uma das mais promissoras do Norte e Nordeste. Em um estado marcado por manchetes de violência, chacinas, “territórios do medo” e estatísticas que amargam o imaginário coletivo, Conquista é hoje o contraponto luminoso. Mas nada disso aconteceu por acaso. Não se trata de coincidência, destino ou obra do vento frio da Serra do Periperi. É fruto direto de gestão séria, planejamento, disciplina administrativa e vontade política — elementos que se tornaram raros na política contemporânea.

A formalização da Secretaria Municipal de Segurança Pública e Defesa Social (SMSP) representa o passo necessário de quem entende que a segurança pública moderna é um organismo vivo. E, como organismo vivo, precisa de pulmão. Pulmão que respira, oxigena e sustenta a cidade inteira. É esse pulmão que a prefeita Sheila Lemos acaba de estruturar, desconectando Conquista do improviso e conectando-a à arquitetura institucional que move as cidades que realmente decidem ser protagonistas.

A escolha de Cristóvão João Vieira Lemos, homem técnico, de chão, que conhece cada rua e cada demanda da Guarda Municipal, não é gesto simbólico — é gesto estratégico. Porque segurança pública deixou de ser sinônimo de ostentação e passou a ser sinônimo de inteligência, dados, orçamento e integração de forças.

E aqui está o ponto decisivo que separa gestão séria de “ação cosmética”: a SMSP abre as portas para que Conquista acesse recursos federais exclusivos, antes inalcançáveis. Estamos falando de investimentos robustos, que podem transformar a cidade em referência nacional. O Fundo Municipal de Segurança (FUMSEP) e o Conselho Municipal de Segurança (CONSEG) garantem perenidade, planejamento e blindagem contra o acaso. Nada disso existia — agora existe, e existe com intencionalidade administrativa.

Para completar esse ciclo virtuoso, nasce o Observatório Municipal de Segurança Pública (OSEP-Municipal), uma das maiores conquistas civilizatórias do município. Entramos, definitivamente, na era dos dados. Acaba o “achismo”, termina o improviso. Seguranças eficientes não nascem de chute — nascem de números, mapas criminais, inteligência preditiva. No século XXI, quem não coleta dados coleta cadáveres.

E aqui o contraste se torna inevitável. Basta olhar para Jequié, cidade vizinha, irmã geográfica, pertencente ao mesmo Sudoeste baiano — e ao mesmo tempo uma realidade paralela. Enquanto Conquista sobe todos os indicadores, Jequié vive uma explosão de homicídios, facções em guerra, sensação generalizada de insegurança e o colapso daquilo que deveria estar no centro de qualquer política pública: o direito de viver. A comparação entre as duas cidades não é crueldade; é diagnóstico. Onde falta gestão, sobra violência. Onde há comando, há vida.

A vereadora e delegada Gabriela Garrido, ao defender tecnologia, integração e ações como as do GAMA, acerta no nervo exposto da discussão: segurança pública é transversal. Uma cidade que protege seus animais, que monitora com câmeras inteligentes, que capacita seus agentes, que age com método — é uma cidade que cria ambiente hostil ao crime e fértil para a convivência civilizada.

A meta está lançada: não basta ser a cidade mais segura da Bahia — é hora de figurar entre as cidades mais seguras do Brasil. E, com a estrutura correta, isso não é sonho; é projeto.

A nova Secretaria não é gasto. É investimento vital. É o alicerce institucional de um futuro mais seguro, mais humano e mais inteligente. É a garantia de que o título de cidade mais segura não será um retrato de momento, mas a narrativa longa e firme de uma cidade que decidiu assumir o próprio destino.

Vitória da Conquista escolheu a seriedade. E, por isso, colhe resultados que outras cidades – como Jequié – infelizmente pagam caro por não terem escolhido.

Conquista não chegou até aqui por sorte. Chegou porque decidiu chegar.