Política e Resenha

ARTIGO – Quando a Câmara Escuta o Povo e Age: Justiça Tarifária para Vitória da Conquista

 

 

 

Poucos temas despertam tanta indignação silenciosa na população quanto a cobrança da tarifa de esgoto na conta de água da Embasa. Trata-se de um peso mensal que atravessa governos, gestões e discursos, mas que raramente encontra respostas concretas do poder público. Em Vitória da Conquista, essa insatisfação histórica começa, finalmente, a ser enfrentada com seriedade institucional e compromisso político.

O papel do presidente da Câmara de Vereadores, Ivan Cordeiro, tem sido decisivo nesse processo. Ao dar celeridade à tramitação do projeto de lei que reduz a tarifa de esgoto de 80% para 40%, Ivan Cordeiro demonstra liderança, capacidade de articulação e, sobretudo, sensibilidade social. Celeridade, no caso, não é pressa irresponsável, mas compreensão de urgência social. É entender que a política existe para responder às dores reais do povo e não para empurrá-las para debaixo do tapete burocrático.

A Câmara de Vereadores, sob sua condução, assume o papel que dela se espera em uma democracia local madura: o de mediadora entre o cidadão e os grandes interesses econômicos. Ao colocar esse projeto no centro da pauta, a Casa Legislativa afirma que justiça tarifária não é favor, é dever. É o poder legislativo municipal atuando, de fato, em defesa do consumidor e do bem comum.

Igualmente fundamental é destacar a atuação do vereador Edvaldo Ferreira Júnior, autor do projeto. Sua experiência jurídica aparece de forma clara na construção de uma proposta tecnicamente consistente, juridicamente segura e politicamente viável. Não se trata de um gesto populista ou de um discurso vazio, mas de um projeto de lei pensado com base no direito público, no interesse coletivo e na realidade social da cidade. A redução da tarifa de esgoto representa menos cobrança e mais dignidade, mais dinheiro no bolso do cidadão conquistense e mais equilíbrio na relação entre a Embasa e os usuários do serviço.

O projeto nasce de uma escuta atenta da população e traduz, em norma legal, aquilo que o povo sempre disse nas filas, nas ruas e dentro de casa: a tarifa é abusiva e precisa ser revista. Ao enfrentar esse tema, a Câmara responde às demandas populares com ação concreta, algo cada vez mais raro na política brasileira.

Outro aspecto relevante é o amplo apoio político à proposta. A expectativa de aprovação pelos 23 vereadores reforça a imagem de uma Câmara unida, atuante e comprometida com Vitória da Conquista. Em tempos de polarização estéril, ver o parlamento municipal convergir em torno de uma pauta que beneficia diretamente a população é um sinal de maturidade institucional e responsabilidade pública.

Este projeto simboliza mais do que uma mudança numérica na conta de água. Ele representa a reafirmação do papel da Câmara de Vereadores como defensora da população, como espaço de diálogo e como instrumento de justiça social. Quando o poder legislativo municipal funciona, quem ganha é o povo. E quando há menos cobrança, há mais alívio, mais respeito e mais cidadania.

Vitória da Conquista assiste, neste momento, a um raro exemplo de política que resolve problemas reais. Que não seja exceção, mas caminho.

(Padre Carlos)