
2025 se despede como um ano de trincheiras e vitórias. Foi o tempo em que reaprendemos, com o corpo cansado e a alma desperta, que democracia não é ornamento de vitrine — é conquista diária, feita de pulso firme, vigília constante e coragem compartilhada. Vencemos o fascismo nas urnas e nas esquinas da vida, mas não nos iludimos: ele persiste como sombra astuta, vírus mutante que testa nossas frestas. Superamos a barbárie, sim, mas a paz definitiva segue como horizonte — desses que só se alcançam de mãos dadas.
Aos amigos de infância, guardiões do brilho dos meus primeiros sonhos; aos companheiros de seminário, com quem parti o pão da fé e a sede de justiça; e a cada militante da esperança que caminha ao nosso lado: este não é apenas um balanço de ano. É um abraço coletivo. No Blog Política e Resenha, nossas palavras foram escudos, nossos debates viraram sementes. Cada linha escrita, cada comentário partilhado, foi tijolo erguido na reconstrução do país que amamos — com amor crítico, com lucidez e compromisso.
Conto com vocês para atravessar o portal de 2026. Não apenas como leitores, mas como guardiões da mesma chama. O blog nunca foi monólogo: é ágora, é porto seguro, é oficina onde a angústia vira estratégia e o cansaço se transforma em renovação. Sozinhos, somos um grito que o vento dispersa. Juntos, somos o estrondo que derruba muros e abre caminhos para a luz.
A luta por um mundo melhor não é fardo — é dignidade. É o sentido do tempo. É a razão do nosso lugar na história. Permaneçam comigo. Continuem ocupando este espaço com inteligência e paixão, porque a parceria que forjamos aqui sustenta meus passos e fortalece os nossos. O fascismo teme a nossa união, teme o nosso afeto e teme a nossa clareza.
Que o novo ano nos encontre assim: vigilantes, afetuosos e profundamente comprometidos com a justiça. Se o caminho for íngreme, seguiremos devagar, sem soltar as mãos. Se a noite se alongar, seremos vigília uns dos outros. 2025 provou que somos capazes do impossível. 2026 nos verá provar que a vitória que construímos é irreversível — porque nasce do amor e se firma na verdade.
Vamos em frente, companheiros. A caminhada é longa, mas é a companhia que faz o destino valer a pena.




