(Padre Carlos)
O Carnaval é, para muitos, um parêntese na vida. Um tempo suspenso entre confetes e serpentinas, onde o Brasil parece respirar apenas música, alegria e distração. Mas para quem escolheu a vida pública — e mais ainda para quem se coloca como pré-candidato à Assembleia Legislativa da Bahia — o Carnaval pode ser tudo, menos descanso.
Quando alguém imagina Quinho Tigre em Salvador, ao lado de Jerônimo Rodrigues e Rui Costa, “brincando” o Carnaval, a imagem que surge é a da festa. O sorriso. O trio elétrico. A multidão pulsando como um coração gigante na avenida.
Mas política, meu caro leitor, não é fotografia. É movimento.
Enquanto muitos acreditam que ele ainda esteja na capital fortalecendo laços políticos, eis que Quinho reaparece no Sudoeste baiano, em meio à poeira das estradas, à agenda intensa, às conversas estratégicas. No CarnaPorto 2026, em Cândido Sales, ele surge ao lado do prefeito Dr. Maurílio Lemos, do deputado estadual Fabrício Falcão e do deputado federal Diego Coronel.
E ali, entre um aperto de mão e outro, entre um abraço e uma foto, se desenha algo maior do que festa: constrói-se articulação.
Carnaval é também estratégia
O Carnaval na Bahia não é apenas cultura. É economia, é turismo, é geração de renda, é segurança pública, é gestão. Falar de Carnaval é falar de desenvolvimento regional, de políticas públicas, de fortalecimento municipal.
Quando o prefeito afirma que “parceiro de trabalho também merece momentos de descontração”, há ali um recado sutil: a política se faz no diálogo, na presença, na parceria.
Quinho compreende algo que muitos ignoram: para quem deseja ocupar uma cadeira na Assembleia Legislativa da Bahia, o território não é mapa — é gente.
É o comerciante que depende da festa para aumentar o faturamento.
É o ambulante que conta os dias para o movimento crescer.
É a juventude que quer lazer com segurança.
É o município que precisa mostrar organização e estrutura.
Enquanto alguns enxergam folia, ele enxerga construção política.
Entre Salvador e o Sudoeste: o jogo silencioso
Há uma metáfora que gosto de usar: a política é como um rio subterrâneo. Nem sempre se vê a correnteza, mas ela está lá, moldando a paisagem.
Ao circular entre Salvador e o interior, ao dialogar com lideranças, ao marcar presença em eventos estratégicos como o CarnaPorto, Quinho sinaliza algo fundamental em qualquer pré-campanha: capilaridade.
E capilaridade, na política baiana, significa proximidade real com os municípios.
O Sudoeste baiano é um território decisivo. É ali que prefeitos, lideranças comunitárias e deputados constroem alianças duradouras. É ali que se consolidam bases eleitorais. Não por acaso, a presença ao lado de nomes influentes fortalece não apenas imagem, mas narrativa.
E narrativa é poder.
Mais trabalho que diversão
Há quem pense que Carnaval é descanso. Para um pré-candidato, é agenda multiplicada.
Enquanto o Brasil dança, ele calcula.
Enquanto o trio passa, ele articula.
Enquanto a multidão canta, ele escuta.
E escutar é um dos verbos mais raros na política contemporânea.
Se há algo que o eleitor do interior valoriza é presença. Não a presença digital apenas — mas o olhar direto, o aperto de mão firme, a conversa franca. A política moderna exige estratégia, sim. Mas também exige humanidade.
O que está em jogo
O Carnaval de 2026, em cidades como Cândido Sales, não é apenas festa popular. É vitrine de gestão municipal, é palco de alianças, é ensaio de futuras composições para a Assembleia Legislativa.
A Bahia vive um momento de reorganização política. O debate sobre desenvolvimento regional, infraestrutura, geração de empregos e fortalecimento cultural passa inevitavelmente pela Assembleia Legislativa da Bahia.
Quem deseja chegar lá precisa mostrar trabalho antes mesmo da campanha começar.
E talvez seja isso que muitos não percebem: para alguns, Carnaval é confete. Para outros, é compromisso.
Conclusão: a política que se faz na rua
Meu leitor, a política que transforma não nasce nos gabinetes refrigerados. Ela nasce na rua. No calor humano. No encontro.
Quando um pré-candidato escolhe estar onde o povo está — mesmo em meio à folia — ele está dizendo algo silencioso: “Eu estou aqui.”
E às vezes, na política, estar presente já é metade do caminho.
Porque no fim das contas, enquanto muitos dançam ao som da banda, há quem esteja trabalhando ao ritmo da responsabilidade.
E isso faz toda a diferença.





