O mês de fevereiro de 2026 entrou para a estatística da segurança pública baiana como um marco histórico. De acordo com dados consolidados pelas Polícias Civil e Científica, o estado registrou o menor número de mortes violentas dos últimos 14 anos, considerando homicídios, latrocínios e lesões corporais seguidas de morte.
Em números absolutos, foram contabilizadas 258 ocorrências de crimes graves contra a vida, contra 341 registros no mesmo período de 2025. A comparação aponta uma redução percentual de 24,3%, consolidando um cenário que vem sendo acompanhado de perto pelos órgãos de segurança e pelas instâncias de monitoramento estadual.
Os dados refletem o trabalho integrado das Forças Estaduais e Federais, que seguem com ações intensificadas em todo o território baiano. O modelo adotado prioriza o patrulhamento ordinário, operações de inteligência e repressão qualificada ao crime organizado, além da atuação pericial na consolidação das estatísticas oficiais.
O secretário da Segurança Pública da Bahia, Marcelo Werner, destacou o empenho dos profissionais envolvidos nas operações. Segundo ele, o resultado é fruto do trabalho diário de policiais e peritos, homens e mulheres que atuam tanto na prevenção quanto na repressão às práticas criminosas.
Além das estratégias operacionais, o Programa Bahia Pela Paz também foi apontado como um dos eixos estruturantes dessa nova dinâmica. A iniciativa promove ações transversais voltadas especialmente à juventude baiana, com políticas públicas que buscam ampliar oportunidades e reduzir vulnerabilidades sociais.
De acordo com a Secretaria da Segurança Pública, a integração entre instituições estaduais, federais e municipais, somada à atuação dos Sistemas de Justiça e Defesa Social, tem sido fundamental para fortalecer a política de promoção da paz social.
Os números de fevereiro reforçam uma tendência que passa a ser observada com maior atenção por especialistas e gestores públicos: a combinação entre inteligência policial, cooperação institucional e políticas sociais pode impactar diretamente os indicadores de violência.
A consolidação desses dados ao longo dos próximos meses será determinante para avaliar se a redução registrada representa um ponto fora da curva ou o início de um novo ciclo na segurança pública baiana.
(Maria Clara)





