Política e Resenha

Quando a Carroça Para: A Despedida de “Til”, Uma Figura que Marcou a Memória do Alto Maron

Vitória da Conquista amanheceu mais silenciosa com a notícia do falecimento de Aristides de Souza, conhecido carinhosamente pela comunidade como “Til da Carroça”, aos 94 anos. Morador antigo do bairro Alto Maron, ele faleceu em decorrência de pneumonia, deixando um rastro de lembranças que atravessam gerações.

Natural do município de Poções, Aristides construiu sua vida em Vitória da Conquista, onde se tornou uma presença familiar para muitos moradores. Ao longo das décadas, seu apelido — simples e popular — tornou-se quase um símbolo de sua identidade no bairro, refletindo o modo como era reconhecido nas ruas e na convivência cotidiana com a comunidade.

Em bairros tradicionais, figuras como Til costumam ocupar um lugar especial na memória coletiva. São pessoas que, sem ocupar cargos públicos ou buscar visibilidade, acabam se tornando parte da paisagem humana da cidade. A convivência diária, os cumprimentos nas ruas e a presença constante nos espaços do bairro criam vínculos que fazem dessas pessoas referências silenciosas na vida comunitária.

No Alto Maron, onde viveu por muitos anos, Aristides era conhecido pelo jeito simples e pela proximidade com os moradores. Com o passar do tempo, sua história se entrelaçou com a própria história do bairro, acompanhando mudanças urbanas, novas gerações e transformações da cidade.

Aos 94 anos, ele deixa uma família numerosa: seis filhos, 13 netos e cinco bisnetos, além de amigos e conhecidos que hoje compartilham o sentimento de despedida. Em momentos como este, a memória familiar se torna um patrimônio afetivo, preservando histórias que passam de geração em geração.

Até o momento, a família ainda não divulgou informações sobre o velório e o sepultamento.

Enquanto isso, moradores e conhecidos prestam suas homenagens e recordam a trajetória de um homem que, à sua maneira, fez parte da vida cotidiana de Vitória da Conquista. Histórias como a de Aristides de Souza revelam como a identidade de uma cidade também é construída por pessoas comuns que, ao longo dos anos, se tornam parte viva da memória coletiva.

(Maria Clara)