Duplicação da BR-116 · Sudoeste da Bahia · Negligência Institucional
ESQUECERAM DE
VITÓRIA DA
CONQUISTA
400 dias de atraso, um ano de descaso — o Sudoeste da Bahia continua esperando por uma promessa que virou silêncio institucional
dias de atraso
A ANTT prometeu 120 dias para parecer do TCU.
Previsão: setembro de 2025.
Hoje: mais de um ano sem resposta.
Há atrasos que são burocráticos. E há atrasos que são políticos. O que está acontecendo com a duplicação da Rio-Bahia já não pode mais ser tratado como um simples desencontro de prazos administrativos. Trata-se, na prática, de negligência institucional.
Em 08 de maio de 2025, durante audiência pública da ANTT, foi apresentado à sociedade um cronograma claro, objetivo e tecnicamente estruturado. O projeto seria encaminhado ao TCU, que teria 120 dias para análise. A previsão era razoável: até setembro de 2025, o processo estaria concluído, permitindo o avanço de uma obra estratégica para o desenvolvimento regional.
Mas o que se viu foi o oposto da eficiência prometida. Os 120 dias se transformaram em mais de 400. Um atraso que ultrapassa o aceitável, o justificável e, sobretudo, o tolerável para uma região que depende diretamente dessa infraestrutura para crescer.
“Os 120 dias se transformaram em mais de 400. Um atraso que ultrapassa o aceitável, o justificável e, sobretudo, o tolerável.”
José Maria Caires · Duplica Sudoeste
A duplicação da BR-116 não é um capricho. É uma necessidade econômica, logística e social. Estamos falando de uma das principais artérias do país, por onde circulam riquezas, oportunidades e vidas. Cada dia de atraso representa mais custos para o transporte, mais riscos para motoristas e mais obstáculos ao desenvolvimento do interior da Bahia.
O problema não é apenas o tempo que passou. É o silêncio que o acompanha. Onde estão os responsáveis pelo acompanhamento desse processo? Onde está a pressão institucional que deveria garantir que prazos públicos fossem respeitados? Onde está o compromisso com uma região inteira?
O Sudoeste da Bahia não pode ser tratado como um ponto periférico no mapa das prioridades nacionais. Vitória da Conquista é um polo regional, com relevância econômica, educacional e estratégica. Ignorar essa realidade é, no mínimo, uma demonstração de desconexão com o Brasil real.
“Quando um prazo de 120 dias se transforma em mais de um ano, o que falhou não foi apenas o calendário. Falhou a gestão. Falhou o compromisso com a população.”
E é preciso dizer com todas as letras: o Sudoeste da Bahia foi esquecido.
Mas o esquecimento, quando denunciado, deixa de ser invisível. E talvez seja exatamente isso que incomoda — transformar o atraso em cobrança, o silêncio em voz e a negligência em responsabilidade.
PORQUE O QUE ESTÁ EM JOGO NÃO É APENAS UMA OBRA.
É O RESPEITO POR UMA REGIÃO INTEIRA.
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Duplicação da Rio-Bahia: Desenvolvimento que não pode esperar





