Por Padre Carlos
Há lutas que não se travam apenas nos plenários. Há batalhas que acontecem no campo simbólico da memória, da identidade e do pertencimento de um povo. Em Vitória da Conquista, essa luta tem encontrado voz firme e presença constante no mandato do vereador Ivan Cordeiro, que vem se consolidando como um dos principais defensores da cultura e do patrimônio público do município.
Sua mais recente iniciativa — a articulação de uma audiência pública para discutir o resgate do teatro amador conquistense — vai além de um ato legislativo. É um gesto político carregado de sensibilidade histórica. É reconhecer que uma cidade também se constrói pelo que produz artisticamente, pelo que preserva em sua memória coletiva e pelo espaço que oferece aos seus criadores.
Ao levantar essa bandeira, Ivan toca em uma ferida antiga de Vitória da Conquista: o enfraquecimento gradual de equipamentos culturais, a ausência de investimentos estruturantes e o silêncio que, muitas vezes, recai sobre aqueles que mantêm viva a expressão artística local.
Mas a cultura de Conquista nunca morreu.
Ela resiste nos palcos improvisados, nos grupos independentes, nos artistas que persistem apesar das dificuldades. Resiste na lembrança do antigo teatro amador, nos movimentos que marcaram época e nos nomes que ajudaram a fazer da cidade um celeiro cultural do interior baiano.
E é justamente essa chama que Ivan Cordeiro se recusa a deixar apagar.
Ao defender a retomada do debate sobre o teatro amador, ele não fala apenas de arte. Fala de identidade. Fala de patrimônio imaterial. Fala da preservação da alma de Vitória da Conquista.
Sua atuação também dialoga com uma pauta maior: a necessidade urgente de políticas públicas permanentes para a cultura. A reivindicação por novos espaços de difusão artística, melhores condições para produtores culturais e investimentos que respeitem a dimensão histórica e econômica da cultura como força transformadora da cidade.
Quando Ivan cobra estrutura, ele cobra dignidade.
Quando pede audiência pública, ele abre espaço para escuta.
Quando fala em cultura, ele fala de gente.
Em tempos em que tantas vezes o patrimônio público é tratado como secundário, sua postura lembra algo essencial: preservar memória também é governar. Investir em cultura também é planejar futuro.
Vitória da Conquista possui uma trajetória cultural grandiosa, construída por artistas, poetas, atores, músicos e coletivos que fizeram da arte uma ferramenta de resistência e expressão. Reconhecer esse legado não é nostalgia — é compromisso com o presente e responsabilidade com as próximas gerações.
Por isso, a mobilização liderada por Ivan Cordeiro merece atenção.
Porque defender cultura é defender pertencimento.
Defender patrimônio público é defender identidade.
E defender memória é impedir que uma cidade esqueça quem ela é.
A luta continua — e em Vitória da Conquista ela segue encontrando, no vereador Ivan Cordeiro, um aliado atento, articulado e incansável.





