Educação • Democracia • Bahia
Por Padre Carlos — Política e Resenha — Sábado, 24 de outubro de 2026
Na edição deste sábado, 24 de outubro de 2026, o jornal A Tarde traz uma denúncia grave sobre o clima de acirramento ideológico nas instituições públicas de ensino do país. O veículo destaca que a polarização rompeu as margens do debate civilizado para dar lugar a atos sistemáticos de cerceamento: “Fatos isolados tentam sufocar a voz de docentes e discentes numa campanha de criminalização das posições de esquerda e contra reitores das universidades”. O diagnóstico expõe a gravidade de um cenário no qual a divergência política passa a ser tratada como crime, exigindo a intervenção dos órgãos federais de segurança.
Uma crise nacional com eco na Bahia
A repercussão dessa crise nacional se estende diretamente ao território baiano. Em Salvador, a comunidade acadêmica de instituições tradicionais como a UFBA e a UNEB convive com pichações intimidatórias, ataques em transmissões virtuais e tentativas recorrentes de constranger pesquisadores e docentes em sala de aula.
“Fatos isolados tentam sufocar a voz de docentes e discentes numa campanha de criminalização das posições de esquerda e contra reitores das universidades.”
— Jornal A Tarde, 24/10/2026
UESB: resistência e vulnerabilidade no interior
No interior do estado, em Vitória da Conquista, o foco de resistência e também de vulnerabilidade recai sobre a Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB). A gestão sob liderança do Reitor Prof. Robério Rodrigues Silva tem sido alvo constante de difamações e pressões que visam enfraquecer a governança da instituição. Trata-se de uma ofensiva contra gestores que se recusam a curvar a universidade ao patrulhamento ideológico e que mantêm firme o compromisso com a legalidade e o pensamento crítico.
Como aponta com precisão a reportagem do jornal A Tarde, “a polarização e os posicionamentos políticos das comunidades acadêmicas das universidades públicas são alvo de ameaças e intimidações de tipo e grau variados”. Esse tipo de investida contra o Reitor Robério Rodrigues Silva e a comunidade da UESB reflete um ataque direto ao artigo 207 da Constituição Federal, que resguarda a autonomia didático-científica e administrativa das universidades.
O que diz a Constituição — Art. 207
As universidades gozam de autonomia didático-científica, administrativa e de gestão financeira e patrimonial, e obedecerão ao princípio de indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão.
Um dever inegociável
O silenciamento de Reitores, professores e estudantes compromete a própria função social do ensino superior. Diante do quadro exposto pelo jornal A Tarde, assegurar a proteção das instituições públicas em Vitória da Conquista e Salvador e combater a perseguição a seus líderes é um dever inegociável para a preservação do Estado Democrático de Direito e da produção científica nacional.
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Padre Carlos — colunista político — Política e Resenha





