Política e Resenha

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A Aula Cívica do Povo Brasileiro e o Fortalecimento da Democracia em Meio às Turbulências

Política e Resenha  |  Artigo de Opinião

Por Elias Nunes Dourado

As Eleições com maior Participação Popular da História num contexto de alta influência das Redes Sociais, das Juventudes e da parcela mais experiente da sociedade, nos remetem a um desafio da capilaridade destes Atores Sociais…

O que aconteceu no Brasil entre o primeiro e o segundo turno?

Participar e assistir aos acontecimentos deste Segundo Turno das Eleições no Brasil, após uma vitória maiúscula do Governador Jerônimo na Bahia, nos leva a muita serenidade e sensibilidade pra compreender os fatos, os atores envolvidos e as motivações que levaram aos resultados afirmados pelas urnas democráticas e transparentes.

O Brasil, por suas amplas maiorias (juventudes, mulheres, idosos, negros e negras e pessoas LGBTQIA+ entre outros públicos), afirmaram suas escolhas para além dos partidos políticos. A confirmação inconteste da continuidade de um Lula do Brasil, um ancião de mente e pique de jovem, sintonizado com os tempos atuais de democracia, cidadania e soberania nacional contra uma agressiva mobilização obscurantista, autoritária que intentou por levar o Brasil a um retrocesso civilizacional. Mais uma vez, como tantas na história, o povo brasileiro se afirmou contra as “elites”. Mesmo quando alguns duvidam, nossos sentimentos de brasilidade se revelam e expressam a vontade de uma nação que combate os “males das nossas terras” e decidem combater as desigualdades, as injustiças e sem dúvida, torná-la mais humana. Este sentimento de brasilidade que celebra uma vida feliz e com qualidades ainda que mínimas é o motivo maior das nossas atuações políticas.

A grande política

Ao lado do Governador Jerônimo Rodrigues temos como desígnio e responsabilidade a disposição de construir um novo rumo para Conquista e suas imensas potencialidades e desafios. Os 128 mil conquistenses que confirmaram na 39ª. 40ª. e 41ª. zonas, a continuidade do Governo Lula no seu quarto ciclo demonstraram desejar o melhor. Desta feita, entre os diversos desafios apresentados ao novo governo, está o de capilarizar as políticas de inclusão geradoras de oportunidades ao nosso povo, com especial atenção às juventudes e aos mais idosos que não fugiram da luta.

No imenso território nacional e baiano, a busca de fortalecer o cuidado com as pessoas e a geração de atividades econômicas mais inclusivas, seja pela expansão da geração de energias sustentáveis ou descoberta de minerais estratégicos, ou mesmo pelo desafio de processar e industrializar agroecologicamente e agregar valor aos nossos produtos da terra, exige-se a dinamização dos polos de desenvolvimento que estão cada dia mais presentes a partir das médias cidades brasileiras. Conquista faz parte desta rede com destaque para uma polarização com Feira de Santana, Barreiras e Juazeiro-Petrolina integrando em isopotenciais o maior território da Bahia e norte de Minas.

Para além das injunções partidárias, mas contando com as que se reivindicam progressistas, Conquista pode e merece mais. Nossa terra sempre se primou pela postura de cidade autônoma aos caprichos de qualquer governo autoritário, como foi nos tempos do antigo Governador Góes Calmon ou mesmo no ciclo ditatorial chamado de “Carlista”. De posse desta história que nos orgulha, Vitória da Conquista olha para o futuro unindo corações e mentes que se expressam em defesa das nossas riquezas em especial ao nosso capital humano. Nosso povo!

Conquista pode mais. Conquista quer mais e Conquista merece mais.

Elias Nunes Dourado

Na era da sociedade do conhecimento, como não considerar a riqueza dos nossos conglomerados públicos e privados de serviços e atenção à saúde? Ou da riqueza emanada das Universidades, UESB, IFBA, UFBA e demais estruturas de ensino técnico e centros de formação tecnológica públicas e particulares? Como não valorizar a produção cafeeira cada vez mais especializada e competitiva? Ou a nossa rede de empresas de comércio atacadistas e varejistas com raízes locais? Ou ainda o nosso parque industrial de pequenas, médias e grandes empresas com expressão no mercado baiano, nordestino e nacional?

O dreno do capital improdutivo
Sabemos bem que o desafio principal para Governos, Setor Produtivo e Sociedade em geral está na “evasão de divisas”. Está no “dreno” do sistema financeiro predador sobre as atividades produtivas, os pequenos e médios empreendedores, e as rendas das famílias. Se existe um “endividamento voraz” como estamos assistindo, tem gente ganhando muito com este sistema. Eles vestem ternos finos e habitam a região da Faria Lima em São Paulo. Todos somos vítimas deste “capital improdutivo” na consistente opinião do Prof. Ladislau Dowbor da PUC de São Paulo. Mas, a despeito deles, a vida e nossas lutas continuam e haveremos de vencer.

A despeito de tudo isto, a vitória e a afirmação da vontade democrática do povo brasileiro trazem grandes energias positivas para se pensar a Conquista aos anos que se projetam em novos ciclos sobretudo a partir de 2028. Sabemos bem, a grande riqueza conquistense está na nossa imensurável qualidade de vida e bem-estar das pessoas e famílias. Nada é mais importante do que sermos a cidade com melhor sistema de saneamento da Bahia e a mais “pacífica” das grandes cidades baianas. Este é o nosso “piso”. Não aceitaremos retroceder. Mas, como e com quem avançaremos?

O senso de oportunidade

Do meu ponto de vista. Uma força política e social que se reivindica progressista, tem o dever de se posicionar. Mas, como parte deste conjunto, afirmo um propósito de unir as mais amplas forças para fazer nossa Conquista avançar. Conquista pode mais. Conquista quer mais e Conquista merece mais. Sob a liderança do nosso Deputado Fabrício Falcão e contando com uma sólida aliança em torno do Governador Jerônimo e do Presidente Lula, estamos a chamar a todas e todos para um novo mutirão de afirmação das amplas vontades e capacidades do povo conquistense. Somos e nos afirmamos como uma organização politica que gosta das alianças, de construir alianças e respeitar e honrar as alianças. Temos um bom nome, sem dúvida nenhuma. Mas, temos como objetivo a construção da mais ampla aliança progressista composto da maior diversidade de atores e atrizes sociais, entre as mulheres e homens, jovens e idosos, trabalhadores e empresários, que desejem uma Conquista para a frente!

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Elias Nunes Dourado

Possui graduação em Farmácia pela Universidade Federal da Bahia (1979) e mestrado em Desenvolvimento Sustentável pela Universidade de Brasília (2002). Atualmente é professor assistente IV da Universidade do Estado da Bahia – UNEB. Assumiu funções e responsabilidades na Chefia de Gabinete da SETRE/Ba. Na Diretoria Geral da SUDESB/SETRE/Ba. e na Diretoria Administrativa da Assembléia Legislativa da Bahia.

Publicado em Política e Resenha