Política e Resenha

ARTIGO – O Pânico da Velha Política com a Nova Liderança (Padre Carlos)

 

 

 

Os bastidores políticos de Vitória da Conquista estão em ebulição. Em uma manobra inusitada, setores da velha política parecem querer antecipar as eleições de 2026, tamanha é a inquietação com a ascensão meteórica de um jovem líder que vem desafiando o status quo. O protagonista desse enredo é o presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB), cuja influência extrapolou as fronteiras de Belo Campo e se consolidou em Vitória da Conquista e em todo o estado.

Os números falam por si: ele não apenas elegeu seu sucessor em Belo Campo com quase 75% dos votos, mas também viu sua esposa se tornar a vereadora mais votada da cidade, sendo a segunda no geral. Além disso, sua presença nos grandes debates da Bahia, defendendo obras estratégicas, ampliou ainda mais seu alcance político.

O ponto de inflexão para esse novo cenário veio com um vídeo gravado no Palácio do Planalto, símbolo máximo do poder, ao lado do governador Jerônimo Rodrigues e do ministro Rui Costa. A gravação não foi apenas um ato simbólico, mas uma demonstração de força política ao viabilizar a Exposição Agropecuária e destravar obras fundamentais para a região, como a Barragem do Catolé e o Centro de Convenções. Esse protagonismo desestabilizou o tabuleiro da velha política, que há anos se alimenta de promessas não cumpridas e projetos engavetados.

A projeção desse jovem líder tem incomodado profundamente os caciques políticos, que veem suas bases fragilizadas e seu espaço reduzido diante de um nome que fala a língua do povo e apresenta resultados concretos. Mais do que um nome promissor, ele representa uma ruptura com um modelo político desgastado, que já não convence mais.

A antecipação da disputa de 2026 não é, portanto, uma questão de calendário eleitoral, mas um reflexo do medo da mudança. O pânico instaurado entre os grupos tradicionais evidencia o temor de que, em dois anos, a renovação seja inevitável. As malas já estão prontas, e o domicílio eleitoral pode ser alterado, mas a questão que fica é: a velha política terá forças para conter o avanço de uma nova liderança que já conquistou o coração do eleitorado?

O tempo dirá, mas uma coisa é certa: os ventos da mudança já sopram forte em Vitória da Conquista.