(Por Padre Carlos)
O aumento dos impostos na Bahia se tornou uma prática recorrente, um verdadeiro assalto institucionalizado contra a população. A cada nova medida tributária, o governo demonstra que seu compromisso é com o crescimento da máquina pública e não com o bem-estar do cidadão. Agora, com a nova escalada de impostos, vemos a face mais cruel desse modelo: o aumento do Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação (ITD), que passa a cobrar até 8% sobre heranças.
O que isso significa? Significa que o Estado não se contenta em tributar o cidadão enquanto ele vive – agora quer sua fatia até depois da morte! Quem perde um pai ou uma mãe, além da dor do luto, será penalizado com uma cobrança exorbitante para ter direito ao patrimônio construído por sua família. Como bem pontuou o deputado estadual Tiago Correia (PSDB), muitos herdeiros simplesmente não terão condições de pagar, o que os obrigará a vender seus bens a preços inferiores ao valor de mercado. Ou seja, o governo não apenas toma parte da herança, como destrói o valor dela.
E a escalada da tributação não para por aí. O governo da Bahia já elevou o ICMS de 18% para 20,5%, pressionando ainda mais os preços, alimentando a inflação e reduzindo o poder de compra dos baianos. O impacto disso é sentido diretamente nos alimentos, nos combustíveis, na conta de luz e em todos os produtos essenciais.
Enquanto isso, a base governista na Assembleia Legislativa segue calada, aplaudindo todas essas medidas como se estivessem administrando um feudo particular. Onde estão os deputados estaduais que deveriam defender a população? Onde está a indignação daqueles que foram eleitos para representar o povo? A oposição faz seu papel, denuncia, protesta, mas é inadmissível que o parlamento se torne um mero cartório carimbador das vontades do governo.
O que se vê é um modelo de gestão que pune quem trabalha, quem empreende e quem luta para deixar um futuro digno para seus filhos. O governo da Bahia se comporta como um sócio oculto da população, sempre cobrando sua parte, mas sem oferecer em troca serviços de qualidade.
A pergunta que fica é: até quando a Bahia será refém de um governo que enxerga o cidadão apenas como fonte de arrecadação? Até quando os políticos da base governista serão meros espectadores dessa sangria tributária? A população precisa reagir, cobrar seus representantes e exigir que a política fiscal do estado deixe de ser um instrumento de opressão e passe a ser um mecanismo de incentivo ao desenvolvimento.
Se nada for feito, os baianos continuarão a pagar o preço de um governo que só sabe aumentar impostos – e isso, meus amigos, é a morte da dignidade do contribuinte.