O Brasil está estarrecido com o brutal assassinato de Vitória, uma jovem de apenas 17 anos, morta enquanto voltava do trabalho para casa, em Cajamar, São Paulo. O caso, que chocou o país, trouxe à tona uma dura realidade: a insegurança que milhões de mulheres enfrentam todos os dias ao simplesmente irem e virem.
Segundo uma pesquisa recente do Instituto Cidades Sustentáveis em parceria com o Ipec, 3 em cada 4 mulheres já sofreram assédio. Mais alarmante ainda: mais da metade desses casos ocorreram em transportes e espaços públicos, especialmente à noite.
MEDO CONSTANTE: QUEM ESTÁ REALMENTE SEGURO?
A violência de gênero no Brasil não é um problema isolado – ela se espalha pelas ruas, transportes públicos, locais de trabalho, bares e até dentro de casa. Vitória não foi a primeira, e, infelizmente, não será a última, a menos que mudanças reais sejam feitas.
A pesquisa aponta medidas que poderiam mudar esse cenário:
✅ Aumento das penas para agressores
✅ Ampliação dos serviços de proteção às vítimas
✅ Mais agilidade na investigação de denúncias
Mas a pergunta que não quer calar é: quantas VITÓRIAS precisarão morrer até que algo seja feito?
DADOS ASSUSTADORES – E O PODER PÚBLICO?
O estudo abrangeu 10 capitais brasileiras, ouvindo 3.500 pessoas de diferentes classes sociais e econômicas. A realidade é clara: as mulheres vivem em alerta 24h por dia.
Seja em Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Goiânia, São Paulo, Salvador, Manaus, Belém, Fortaleza ou Belo Horizonte, o medo é o mesmo. Não importa a cidade, o perigo está em todos os lugares.
A pergunta que o Brasil precisa responder é: até quando vamos aceitar que nossas mulheres vivam sob ameaça constante?