Na noite da última segunda-feira (17), a cidade de Jacobina, no interior, foi palco de um confronto que marcou o fim de uma das figuras mais controversas do submundo do crime. Paulo César Filgueiras, mais conhecido como “Paulo Escopeta”, morreu após troca de tiros com a Polícia Civil durante a execução de um mandado de prisão preventiva.
Segundo informações oficiais, a ação visava capturá-lo por seu envolvimento no latrocínio do empresário “Dudu”, morto em uma estrada de Morro do Chapéu, em 20 de janeiro de 2025. Em uma tentativa desesperada, Paulo Escopeta atirou contra os policiais que, em resposta, revidaram com precisão. Mesmo com o socorro rápido do Samu 192, os ferimentos foram fatais.
Conhecido por sua ousadia e pelos mais de dez assaltos a agências bancárias cometidos, Escopeta era considerado um dos maiores criminosos do país. Investigações apontam que ele vinha extorquindo “Dudu” e o atraiu para Morro do Chapéu, onde o crime foi brutalmente consumado.
Curiosamente, o notório assaltante estava em liberdade domiciliar desde outubro de 2024 e, no momento da ação, usava tornozeleira eletrônica – um detalhe que reacende o debate sobre os critérios de liberdade condicional para criminosos de alta periculosidade. Após o confronto, as equipes policiais realizaram buscas em sua residência, encontrando um arsenal de armas, munições, balaclava e entorpecentes, evidenciando ainda mais sua ligação com o crime organizado.
Este episódio não apenas encerra a trajetória violenta de Paulo Escopeta, mas também lança luz sobre as complexas operações de segurança pública em áreas de alta criminalidade, onde a linha entre a liberdade e o perigo se torna cada vez mais tênue.