{"id":11877,"date":"2024-11-08T19:47:38","date_gmt":"2024-11-08T22:47:38","guid":{"rendered":"https:\/\/politicaeresenha.com.br\/?p=11877"},"modified":"2024-11-08T19:47:38","modified_gmt":"2024-11-08T22:47:38","slug":"artigo-vitoria-da-conquista-44-anos-apos-o-140o-aniversario-o-monumento-do-cristo-e-a-identidade-de-uma-cidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/politicaeresenha.com.br\/artigo-vitoria-da-conquista-44-anos-apos-o-140o-aniversario-o-monumento-do-cristo-e-a-identidade-de-uma-cidade\/","title":{"rendered":"ARTIGO – Vit\u00f3ria da Conquista, 44 Anos Ap\u00f3s o 140\u00ba Anivers\u00e1rio: O Monumento do Cristo e a Identidade de uma Cidade"},"content":{"rendered":"
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A imagem que estampou a capa do jornal “Equipe” em novembro de 1980 oferece uma janela para um momento de celebra\u00e7\u00f5es e profunda transforma\u00e7\u00e3o em Vit\u00f3ria da Conquista. A cidade completou 140 anos de emancipa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e, em meio a essa efervesc\u00eancia de orgulho e identidade, nascia o que viria a se tornar um dos maiores s\u00edmbolos locais: o Cristo de Vit\u00f3ria da Conquista, cria\u00e7\u00e3o do renomado escultor M\u00e1rio Cravo J\u00fanior.<\/span><\/p>\n Essa obra monumental, erguida no alto da Serra do Periperi, foi mais do que uma homenagem \u00e0 f\u00e9 do povo conquistense. Cravo J\u00fanior, com seu estilo \u00fanico e sua percep\u00e7\u00e3o sens\u00edvel, imprimiu ao Cristo uma representa\u00e7\u00e3o que transcende o car\u00e1ter religioso para alcan\u00e7ar um patamar art\u00edstico e hist\u00f3rico que define a pr\u00f3pria identidade da cidade. A escolha desse artista, um dos maiores expoentes da arte brasileira, evidencia a vis\u00e3o ousada dos l\u00edderes da \u00e9poca, que consideraram na arte uma poderosa ferramenta de identidade e progresso.<\/span><\/p>\n O Cristo de Vit\u00f3ria da Conquista \u00e9 um marco vis\u00edvel de diferentes pontos da cidade, transformando-se em um farol que guia o olhar e o esp\u00edrito da comunidade. \u00c9 um destino para peregrinos e visitantes, e um ponto de refer\u00eancia para moradores, reafirmando diariamente os la\u00e7os entre o homem e o divino. Contudo, sua import\u00e2ncia ultrapassa os contornos da devo\u00e7\u00e3o. A figura do Cristo projetada em meio ao horizonte conquistense torna-se um testemunho da f\u00e9 e da resili\u00eancia de um povo que, no alto de seus desafios, sempre buscou for\u00e7as para seguir adiante.<\/span><\/p>\n A constru\u00e7\u00e3o do Cristo de Vit\u00f3ria da Conquista se deu em um contexto hist\u00f3rico complexo e cheio de nuances. Em plena ditadura militar, quando o Brasil buscava tra\u00e7ar e afirmar uma identidade nacional, o monumento representa, em parte, a resist\u00eancia cultural de uma cidade do interior. Em um per\u00edodo marcado por um regime que impunha sil\u00eancios, a escolha de erigir uma obra de arte p\u00fablica com tamanha impon\u00eancia revela a necessidade de express\u00e3o, ainda que silenciosamente, um sentimento de perten\u00e7a, uni\u00e3o e afirma\u00e7\u00e3o da cultura local.<\/span><\/p>\n Com o tempo, o Cristo deixou de ser um simples marco no territ\u00f3rio f\u00edsico e passou a habitar o imagin\u00e1rio coletivo. Ele \u00e9 evocado em manifesta\u00e7\u00f5es art\u00edsticas, eventos, campanhas, e at\u00e9 na mem\u00f3ria afetiva de uma cidade que cresceu \u00e0 sua sombra. Mais do que uma est\u00e1tua, tornou-se uma s\u00edntese da identidade conquistense, unindo a hist\u00f3ria, a cultura e a espiritualidade de seu povo.<\/span><\/p>\n Ao contemplar essa obra de M\u00e1rio Cravo J\u00fanior, n\u00e3o estamos apenas admirando uma pe\u00e7a art\u00edstica; estamos revisitando a pr\u00f3pria hist\u00f3ria de Vit\u00f3ria da Conquista e questionando nosso papel na constru\u00e7\u00e3o do presente e do futuro da cidade. O Cristo de Vit\u00f3ria da Conquista \u00e9, portanto, um monumento que, ao mesmo tempo, reflete e amplia o que somos. \u00c9 o testemunho eterno da f\u00e9, da esperan\u00e7a e da for\u00e7a de uma cidade que, ao longo dos anos, continua a se reinventar, mantendo viva sua alma.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":" (Padre Carlos) A imagem que estampou a capa do jornal “Equipe” em novembro de 1980 oferece uma janela para um momento de celebra\u00e7\u00f5es e profunda transforma\u00e7\u00e3o em Vit\u00f3ria da Conquista. A cidade completou 140 anos de emancipa\u00e7\u00e3o p<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":11878,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[4],"tags":[],"class_list":["post-11877","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"yoast_head":"\n(Padre Carlos)<\/span><\/em><\/p>\n