(Padre Carlos)
O ataque realizado pelos Estados Unidos ao Irã neste sábado apenas confirma o que muitos já sabiam, mas poucos ousavam dizer em alto e bom som: os EUA sempre foram o verdadeiro cérebro por trás das ações bélicas de Israel. A retórica americana sobre “ameaça nuclear iraniana” soa mais como desculpa requentada do que como argumento convincente. Mais uma vez, o mundo assiste perplexo à escalada militar de uma potência que não aceita qualquer nação que ouse seguir um caminho independente de sua cartilha.
A grande mĂdia ocidental tenta justificar o injustificável. Repete, como mantra, que o IrĂŁ representa um risco ao equilĂbrio global por supostamente estar desenvolvendo armas nucleares. PorĂ©m, nesta mesma semana, Donald Trump contradisse sua prĂłpria chefe de inteligĂŞncia, Tulsi Gabbard, ao afirmar que o IrĂŁ estaria, sim, construindo armas atĂ´micas. A diretora, em um relatĂłrio tĂ©cnico, havia afirmado justamente o contrário: nĂŁo há evidĂŞncias sĂłlidas de que o IrĂŁ esteja nesse caminho.
Essa contradição expõe o que de fato está por trás do ataque: interesses geopolĂticos, controle de petrĂłleo, dominação regional e a velha prática de manipular a opiniĂŁo pĂşblica atravĂ©s do medo. É o velho roteiro de guerra fabricada. Foi assim no Iraque com as “armas de destruição em massa” que jamais apareceram, Ă© assim agora com o IrĂŁ.
A máscara dos EUA caiu. De guardiões da democracia, passaram a agir como impĂ©rio decadente tentando manter sua hegemonia Ă força. A soberania das nações nĂŁo significa nada para quem se considera o xerife do planeta. Quem nĂŁo aceita seguir suas diretrizes vira alvo. Hoje Ă© o IrĂŁ. Ontem foi o AfeganistĂŁo. AmanhĂŁ pode ser qualquer outro paĂs que resolva dizer “nĂŁo”.
A comunidade internacional precisa reagir. O mundo multipolar exige equilĂbrio, respeito e diálogo — nĂŁo mĂsseis. NĂŁo podemos permitir que narrativas mentirosas continuem legitimando ataques covardes a povos inteiros. É hora de desmascarar os interesses por trás do discurso da “segurança global”. Chega de impunidade e manipulação.





