PolĂ­tica e Resenha

📰 ARTIGO – A Máscara Cai: Os EUA Mostram Quem Sempre Foram

 

 

(Padre Carlos)

O ataque realizado pelos Estados Unidos ao Irã neste sábado apenas confirma o que muitos já sabiam, mas poucos ousavam dizer em alto e bom som: os EUA sempre foram o verdadeiro cérebro por trás das ações bélicas de Israel. A retórica americana sobre “ameaça nuclear iraniana” soa mais como desculpa requentada do que como argumento convincente. Mais uma vez, o mundo assiste perplexo à escalada militar de uma potência que não aceita qualquer nação que ouse seguir um caminho independente de sua cartilha.

A grande mídia ocidental tenta justificar o injustificável. Repete, como mantra, que o Irã representa um risco ao equilíbrio global por supostamente estar desenvolvendo armas nucleares. Porém, nesta mesma semana, Donald Trump contradisse sua própria chefe de inteligência, Tulsi Gabbard, ao afirmar que o Irã estaria, sim, construindo armas atômicas. A diretora, em um relatório técnico, havia afirmado justamente o contrário: não há evidências sólidas de que o Irã esteja nesse caminho.

Essa contradição expõe o que de fato está por trás do ataque: interesses geopolíticos, controle de petróleo, dominação regional e a velha prática de manipular a opinião pública através do medo. É o velho roteiro de guerra fabricada. Foi assim no Iraque com as “armas de destruição em massa” que jamais apareceram, é assim agora com o Irã.

A máscara dos EUA caiu. De guardiões da democracia, passaram a agir como impĂ©rio decadente tentando manter sua hegemonia Ă  força. A soberania das nações nĂŁo significa nada para quem se considera o xerife do planeta. Quem nĂŁo aceita seguir suas diretrizes vira alvo. Hoje Ă© o IrĂŁ. Ontem foi o AfeganistĂŁo. AmanhĂŁ pode ser qualquer outro paĂ­s que resolva dizer “nĂŁo”.

A comunidade internacional precisa reagir. O mundo multipolar exige equilíbrio, respeito e diálogo — não mísseis. Não podemos permitir que narrativas mentirosas continuem legitimando ataques covardes a povos inteiros. É hora de desmascarar os interesses por trás do discurso da “segurança global”. Chega de impunidade e manipulação.