
(Padre Carlos)
A política de Vitória da Conquista caminha para mais um capítulo decisivo nas Eleições de 2026. O que antes era apenas rumor nos bastidores começa a ganhar corpo no tabuleiro político: a formação da chapa entre Lúcia Rocha (MDB) e o deputado estadual Jean Fabrício Falcão (PCdoB). A união desses dois nomes, que representam forças distintas, pode alterar profundamente o equilíbrio de poder que há quase três décadas tem marcado a cena política conquistense.
O ponto central está em uma hipótese que inquieta os bastidores: se Lúcia Rocha obtiver mais votos que Waldenor Pereira em Vitória da Conquista, e Fabrício consolidar-se como o deputado estadual vinculado ao grupo mais votado, o efeito dominó pode ser devastador. Isso significaria o início do esvaziamento político do grupo que, apoiado na máquina estadual, sustentou hegemonia e prestígio na cidade.
De um lado, Lúcia Rocha carrega consigo a força de uma história construída na Câmara de Vereadores e agora busca ampliar seu espaço na Câmara Federal. Ao seu lado, Fabrício Falcão entra na disputa pelo sexto mandato estadual com a credibilidade de quem sempre se manteve presente no território, cultivando vínculos com lideranças comunitárias e movimentos sociais. O acréscimo de Cris Rocha nesse arranjo só reforça o enraizamento local do projeto.
Do outro lado, permanece a velha guarda: Waldenor Pereira e José Raimundo. Ambos com uma longa trajetória de serviços prestados, mas que começam a enfrentar os sinais de desgaste natural do tempo político. A pergunta que ecoa é: até onde o capital político acumulado resistirá diante da renovação e da formação de novas alianças?
O tabuleiro está montado. Mais que uma eleição, 2026 pode ser o divisor de águas que mostrará se Vitória da Conquista seguirá sob a condução do mesmo grupo ou se abrirá para novas lideranças. Afinal, política é, acima de tudo, sobre votos — e, neste jogo, quem tiver mais votos terá o poder de ditar os rumos da cidade nos próximos anos.




