Por Padre Carlos
OTAN decidiu, ao longo das últimas décadas, vestir-se com o figurino da legalidade internacional. Mas agora, diante do anúncio de que França, Reino Unido e Alemanha — o chamado E3 — estariam dispostos a se alinhar militarmente aos Estados Unidos e a Israel contra o Irã, o véu da retórica cai, e revela-se o velho roteiro da geopolítica de poder.
Não se trata aqui de santificar governos nem de romantizar regimes. Trata-se de denunciar uma seletividade moral que salta aos olhos. Quando mísseis atingem Tel Aviv, as notas de repúdio são imediatas, a indignação é televisionada, as declarações são dramáticas. Mas quando bombas explodem em Teerã, quando civis morrem em escolas ou ginásios esportivos, o silêncio ecoa como cumplicidade.





