A Bahia Escolhe seu Destino — e Feira de Santana será a Testemunha
Com o anúncio de Zé Cocá como vice-governador em uma chapa que será revelada entre os dias 30 e 31 de março, a oposição baiana dá o passo mais concreto de sua história recente — e Feira de Santana, coração político do interior, torna-se palco de uma virada que pode redesenhar o mapa do poder na Bahia.
Análise Política · Março de 2026
Há momentos na política em que o calendário se torna destino. Entre os dias 30 e 31 de março de 2026, Feira de Santana — a maior cidade do interior baiano, encruzilhada histórica de rotas, culturas e poder — será palco de um anúncio que vai muito além de um nome em uma chapa. Será a declaração formal de que a Bahia entrou, de vez, em uma nova fase política. E o nome que ocupa o centro dessa virada tem uma história que merece ser contada com a atenção que ela exige: Zé Cocá será o candidato a vice-governador.
Não se trata de um movimento improvisado. Trata-se de uma arquitetura política construída tijolo por tijolo, viagem por viagem, conversa por conversa. Itabuna, Ibicaraí, Jequié — o interior da Bahia foi percorrido com a seriedade de quem sabe que eleição não se ganha em palanque de capital, mas no aperto de mão que acontece na praça de uma cidade pequena, no olho no olho com quem acorda cedo e sabe o preço das promessas não cumpridas.
Feira de Santana não é apenas uma cidade. É um símbolo. Quem anuncia ali fala para o interior inteiro — e o interior da Bahia é onde as eleições se decidem de verdade.
— O peso simbólico do anúncio
ACM Neto e a Engenharia de uma Chapa
Bastidores têm sua própria gramática — e quem a conhece lê nas entrelinhas o que os comunicados oficiais jamais dizem. A articulação que resultou na composição desta chapa tem a digital de ACM Neto: meticulosa, estratégica, paciente. O ex-prefeito de Salvador aprendeu com o melhor da escola política baiana que poder não se declama — se constrói. E a escolha de Zé Cocá como vice não é um gesto de generosidade intrapartidária. É um cálculo preciso sobre territórios, bases e o equilíbrio que uma chapa competitiva exige.
João Roma e Angelo Coronel completam o quadro de uma articulação que ultrapassa siglas. Roma, com sua capilaridade no campo evangélico e sua experiência ministerial, representa uma ponte essencial entre o eleitorado que desconfia da política tradicional e o projeto que se apresenta como renovação. Angelo Coronel, com décadas de enraizamento no interior baiano e uma rede de influência que atravessa municípios inteiros, empresta à chapa o que nenhum marqueteiro consegue comprar: legitimidade territorial.
Uma chapa não se avalia apenas por seus cabeças. Avalia-se pelo ecossistema que a sustenta. E o ecossistema que se forma ao redor deste projeto — com ACM Neto na engenharia, Roma na ponte com novos eleitorados, Coronel no enraizamento do interior e Zé Cocá na cadeira de vice — é o mais completo e coerente que a oposição baiana montou em muitos anos.
Zé Cocá — O Homem e a Missão
Há políticos que chegam ao poder por acumulação de cargos. E há aqueles que chegam porque construíram, ao longo dos anos, uma autoridade moral que nenhum cargo confere — só a vida. Zé Cocá pertence à segunda categoria. O seu discurso não é o de um candidato que aprendeu a falar de fé, família e trabalho porque o marqueteiro recomendou. É o de um homem que vive esses valores como coluna vertebral de sua existência — e que encontrou na missão pública a extensão natural de tudo que acredita.
Nas viagens pelo interior — Itabuna, Ibicaraí, Jequié e tantas outras cidades que o mapa político costuma esquecer —, Zé Cocá não chegou como candidato que precisa de votos. Chegou como alguém que quer entender. Que escuta antes de falar. Que anota o que a população diz porque sabe que governar começa muito antes da posse. Essa postura, aparentemente simples, é na verdade raríssima — e as pessoas do interior sabem reconhecê-la quando a encontram.
Fé, família, trabalho e missão pública. Não são palavras de campanha. São o resumo de uma trajetória — e é por isso que soam verdadeiras quando ele as diz.
— O que diferencia Zé Cocá
Feira de Santana — O Palco que Define
A escolha de Feira de Santana para o anúncio não é acidental — nunca é, quando se trata de política séria. A Princesa do Sertão carrega em si o DNA do interior baiano: seu comércio pujante, sua gente resiliente, sua história de quem construiu prosperidade longe do litoral e sem esperar que Salvador olhasse para ela. Anunciar em Feira é dizer ao interior: vocês são o centro desta história, não a margem.
É também um recado ao establishment político soteropolitano, que por décadas confundiu capital com Estado. A Bahia é grande demais, diversa demais e complexa demais para ser governada a partir de um único centro. O projeto que nasce em Feira de Santana nestes dias de março sabe disso — e faz dessa consciência sua principal vantagem competitiva.
A Bahia que Pode Ser
No fim, toda eleição é uma escolha sobre o futuro que se quer. A Bahia que se apresenta neste março de 2026 é um estado em movimento — com suas contradições, suas feridas antigas e suas possibilidades enormes. Um estado que precisa de lideranças capazes de honrar sua complexidade, de dialogar com sua diversidade e de transformar potencial em realidade concreta para quem mais precisa.
Zé Cocá como vice-governador não é apenas um nome em uma chapa. É uma declaração de intenções sobre que tipo de governo se quer construir — um governo que ouve o interior, que respeita a fé e os valores de seu povo, que entende que trabalho e missão pública não são conceitos separados. Entre os dias 30 e 31 de março, Feira de Santana receberá esse anúncio. E a Bahia, toda ela, estará de olhos abertos.
A história está sendo escrita agora. E as próximas páginas prometem.




