
Por Padre Carlos
Em um cenário político cada vez mais fragmentado, onde alianças efêmeras e declarações isoladas podem abalar estruturas partidárias inteiras, o senador Otto Alencar surge como um farol de estabilidade e autoridade. Na última sexta-feira, 22 de agosto de 2025, Otto não apenas minimizou uma suposta “aproximação” entre o deputado Tiago Correia (PSDB), líder da oposição na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), e seu colega de partido, o senador Angelo Coronel, mas também bateu na mesa com a firmeza de quem sabe que a última palavra em assuntos do PSD pertence à sua cúpula. “Não existe atração”, declarou Otto ao Bahia Notícias, reforçando que qualquer articulação deve passar pelo crivo coletivo do partido – de vereadores a deputados federais, incluindo ele próprio como presidente do PSD na Bahia.
Essa postura não é mero discurso retórico; é uma demonstração magistral de liderança. Em tempos de polarização, onde o governo de Jerônimo Rodrigues (PT) enfrenta oposições ferrenhas, Otto Alencar gerencia a questão com maestria, evitando que um episódio isolado – como o apoio declarado por Tiago Correia à reeleição de Coronel durante uma agenda em Guanambi – se transforme em um racha na base aliada. Pense nisso: Coronel, membro do PSD e parte da coalizão governista, recebe um apoio da oposição. Qual candidato recusaria votos? Nenhum, como bem pontuou Otto. Mas isso não altera a posição do partido, que permanece fiel à base do governo petista. Aqui, vemos não uma fraqueza, mas uma estratégia inteligente: acolher apoios sem comprometer lealdades.
Otto Alencar, com sua experiência acumulada como médico, ex-governador e agora senador, entende que a política não é um jogo de impulsos individuais, mas de construção coletiva. Ao afirmar que “qualquer decisão eu vou tomar ouvindo todos, do vereador ao Coronel, do deputado estadual ao federal”, ele não só centraliza o poder na cúpula, mas democratiza o processo decisório dentro do partido. Essa abordagem é um antídoto contra o personalismo que assola muitos agrupamentos políticos brasileiros. No PSD baiano, não há espaço para “atrações” externas que não sejam filtradas pelo coletivo. É uma lição para outros líderes: em meio a especulações sobre um possível “escanteamento” de Coronel em uma chapa “puro-sangue” petista para o Senado, Otto mantém o foco na unidade, dissipando rumores de rompimento.
Criticar Otto por essa firmeza seria ignorar o contexto maior da política baiana. A oposição, representada por figuras como Tiago Correia, busca brechas para enfraquecer a base governista, especialmente em um ano pré-eleitoral onde reeleições e composições majoritárias estão em jogo. Ao minimizar o episódio, Otto não apenas protege o PSD de influências externas, mas reforça sua posição como articulador indispensável. Ele transforma um potencial risco em uma oportunidade para afirmar autoridade, mostrando que o partido não é um aglomerado de vaidades, mas uma máquina bem oleada, alinhada aos interesses do estado.
No fundo, essa atitude de Otto Alencar reflete o que falta em muitos cenários políticos nacionais: liderança genuína, capaz de gerir crises com serenidade e visão estratégica. Enquanto outros partidos se dissolvem em intrigas internas, o PSD baiano emerge mais forte, graças a um presidente que sabe quando bater na mesa – não por autoritarismo, mas por responsabilidade. Que outros líderes sigam esse exemplo. A Bahia, e o Brasil, só têm a ganhar com mais Ottos Alencares no comando.




