Política e Resenha

A Honraria que Revela Pertencimento — e o Verdadeiro Sentido de Ser Conquistense

 

 

Por Padre Carlos

A celebração dos 185 anos de Vitória da Conquista tem sido marcada por eventos que resgatam a identidade, a memória e o espírito coletivo da nossa terra. Mas a noite desta quinta-feira, 13, guardou um significado especial: a entrega do Título de Cidadão Conquistense pela Câmara de Vereadores — a maior honraria que o município concede àqueles que, mesmo não tendo nascido aqui, ajudaram a construir a cidade com trabalho, devoção e compromisso público.

Entre autoridades, convidados e homenageados, o clima era de emoção sincera. Estava presente o Dr. Wagner Alves, figura reconhecida pelas contribuições na comunitária. A imprensa, sempre atenta, aproveitou o momento para perguntar ao pré-candidato à Prefeitura de Vitória da Conquista um questionamento direto: o que significa receber — ou testemunhar — tamanha honraria?

A resposta revelou algo maior que um gesto político: revelou pertencimento.

“Essa é a maior honraria dada às pessoas que mesmo não tendo nascido na nossa cidade, são responsáveis pelo desenvolvimento dela. Para mim foi a oportunidade de rever e abraçar muitos amigos e amigas que agora são, de fato e de direito, Conquistenses.”

Há nessa fala um reconhecimento profundo: Vitória da Conquista não é apenas o lugar onde se nasce; é o lugar que se escolhe. E aqueles que escolheram amar esta terra, dedicar a ela suas energias, seus ofícios e seus sonhos, fazem parte da sua história tanto quanto os filhos naturais do município.

O Título de Cidadão Conquistense é, portanto, mais que uma homenagem: é um pacto. Um pacto de gratidão com quem ajudou a pavimentar, tijolo por tijolo, o caminho de desenvolvimento da terceira maior cidade da Bahia. É também um gesto simbólico que reafirma que nossa identidade é plural, feita de mãos que chegaram de fora e encontraram aqui o seu chão fértil.

A noite de ontem não celebrou apenas indivíduos; celebrou vínculos. Celebrou a ideia de que pertencimento é construído com afeto, com serviço e com a disposição de melhorar a vida coletiva. E, no reencontro com amigos e amigas que agora carregam oficialmente o nome de Conquistenses, a cerimônia nos lembrou que a grandeza de uma cidade está justamente na capacidade de acolher — e de reconhecer — aqueles que a ajudam a florescer.

Os 185 anos de Vitória da Conquista não poderiam ter ganhado um símbolo mais bonito: uma cidade que honra a sua gente, mesmo a gente que chegou depois, mas que decidiu ficar e fazer parte da nossa história. Aqui, ninguém é de fora quando se escolhe ser de dentro.

Vitória da Conquista cresce, porque cresce também o seu coração.