Política e Resenha

A Mamata de Sempre: O Brasil Que Carrega a Nobreza dos Privilegiados (Padre Carlos)

 

A Mamata de Sempre: O Brasil Que Carrega a Nobreza dos Privilegiados
Por um articulista indignado com os donos do cofre público

Bom dia, boa tarde, boa noite… ou seria melhor dizer: boa sorte, contribuinte?

Hoje, este artigo não traz poesia, metáforas suaves nem ponderações filosóficas. Hoje, ele vem em tom de protesto, com o grito preso na garganta de milhões de brasileiros que, diariamente, sustentam uma elite de privilegiados travestidos de representantes do povo.

É um escândalo — institucionalizado, legalizado e naturalizado — o que acontece com os cofres públicos brasileiros. Enquanto o povo se espreme com um salário mínimo de R$ 1.518,00, lutando para manter o mínimo de dignidade, do outro lado da ponte (blindada, diga-se de passagem), vivem os senhores do poder, com salários e “auxílios” que fariam até um magnata suíço corar de vergonha.

R$ 341.297,00 por mês para um deputado federal.
Sim, você leu certo. Esse é o valor total somando salário e benefícios. Não estamos falando de artistas, atletas, empresários ou gênios da tecnologia. Estamos falando de políticos — muitos deles ausentes, improdutivos e, em alguns casos, investigados.

Enquanto você faz malabarismos para pagar o plano de saúde do seu filho, eles recebem auxílio saúde de quase R$ 18 mil. Enquanto você se vira com ônibus lotado, eles viajam de avião, pagos com seu dinheiro. Enquanto você financia seu próprio almoço com fiado na esquina, eles têm R$ 16 mil mensais em auxílio restaurante. E o que dizer do auxílio paletó? Sim, até para se vestirem, precisam que o povo banque.

Quem autorizou isso? Eles mesmos.
Quem questiona? Quase ninguém. Quem sente na pele? Nós, os brasileiros comuns.

Esses benefícios — ou melhor, abusos — são uma afronta. Um escárnio. Um tapa na cara de quem trabalha 44 horas semanais, sem qualquer auxílio, sem blindagem, sem mordomia. Eles criaram para si um país paralelo, onde as leis do sacrifício, da escassez e da dignidade não entram.

E agora que vivemos em tempos digitais, em que as reuniões são virtuais, os documentos são eletrônicos, os discursos são lidos por vídeo, ainda querem manter verbas de viagem, diárias, carros oficiais e moradias luxuosas em Brasília. Isso não é representatividade. Isso é um esquema de autoproteção da elite política.

É preciso reduzir. Cortar. Moralizar.

Não há por que manter três senadores por Estado, nem centenas de deputados com estruturas milionárias de gabinete. Não há justificativa para que a elite política tenha mais férias, mais benefícios e mais imunidade do que qualquer outro cidadão. Se o Brasil é de todos, por que alguns vivem como marajás e o povo como servos?

Chega de regimes especiais! Basta de castas privilegiadas! A Constituição diz que todos são iguais perante a lei, mas a prática nos diz que isso é apenas uma poesia morta na letra fria do papel.

A revolução não será televisionada — mas pode, sim, ser compartilhada. Nos grupos de WhatsApp, nas redes sociais, nas rodas de conversa. É preciso fazer barulho, é preciso pressionar. Só assim poderemos sonhar com um país mais justo e equilibrado, onde ninguém seja mais importante do que o povo que paga a conta.

O Brasil não é uma empresa da política. É a casa do povo. E o povo está cansado de sustentar a festa de poucos.

Publique. Compartilhe. Não silencie.

Porque enquanto a indignação dorme, os privilégios seguem acordados — e acumulando juros às nossas custas. 💪🏼🇧🇷