Política e Resenha

A Marcha da Fé e da Conquista

 

 

(Padre Carlos)

Nem a chuva que insistia em cair sobre Vitória da Conquista foi capaz de apagar o brilho da fé que tomou conta das ruas na tarde deste sábado (8). A “Marcha para Jesus”, agora reconhecida como patrimônio cultural e imaterial do município, revelou mais uma vez a força da religiosidade popular e o espírito de unidade que move esta cidade. O evento, realizado na véspera dos 185 anos de emancipação política de Conquista, tornou-se símbolo não apenas de fé, mas de convivência pacífica e respeito entre as diversas expressões religiosas e sociais que formam o nosso povo.

À frente dos festejos, estava a prefeita Sheila Lemos, que, com serenidade e sensibilidade, reafirmou o papel que toda gestora deve ter: ser prefeita de todos. Sua presença na Marcha não foi um gesto político, mas um gesto humano. Ao prestigiar o evento e destacar “o clima de paz e civilidade dos participantes”, Sheila mostrou que governar é, antes de tudo, compreender a alma da cidade — e esta alma, em Vitória da Conquista, pulsa também através da fé.

A Marcha, que começou na Praça Norberto Aurich e seguiu pela Avenida Integração até o Centro Cultural Glauber Rocha, reuniu milhares de fiéis que, ao som dos trios elétricos e das canções gospel, transformaram o asfalto em altar, e o caminhar em oração. Era o povo conquistense, de guarda-chuva na mão e esperança no coração, celebrando a vida e reafirmando valores que resistem à pressa do tempo: fé, solidariedade e comunhão.

Ao reconhecer a Marcha como patrimônio cultural e imaterial, o município não apenas registra um evento em seu calendário, mas reconhece o protagonismo das igrejas evangélicas na formação moral e social de nossa gente. Essa decisão reflete maturidade política e respeito à diversidade espiritual que enriquece Vitória da Conquista.

Sheila Lemos, com o olhar atento e o coração aberto, vem demonstrando que é possível governar com diálogo e empatia, sem distinções ideológicas ou religiosas. Ao caminhar junto aos fiéis, a prefeita reafirmou que o poder público deve caminhar de mãos dadas com o povo, porque quem governa sem escutar, governa sem compreender.

No final, entre a chuva, a música e as orações, ficou a certeza de que Vitória da Conquista é uma cidade que sabe celebrar — seja pela fé, pela cultura ou pela história. E é nesse entrelaçar de crenças e identidades que a cidade reafirma o seu nome: uma Conquista feita de fé, coragem e esperança.