Política e Resenha

A Voz da Razão na Tribuna: Edvaldo Ferreira e o Dever da Verdade Pública

 

(Por Padre Carlos)

Há momentos na vida política de uma cidade em que o silêncio é cúmplice e a palavra torna-se um ato de coragem. Foi exatamente isso que se viu na manhã desta quarta-feira, 8 de outubro, na Câmara Municipal de Vitória da Conquista, quando o vereador Edvaldo Ferreira subiu à tribuna — não para inflamar paixões, mas para restabelecer fatos, trazer luz e memória ao debate público.

Com serenidade e firmeza, o parlamentar fez o que se espera de um verdadeiro representante do povo: esclareceu, pontuou e corrigiu distorções que, em tempos de desinformação, se espalham com a velocidade de um clique e o peso da mentira.

Minha Casa, Minha Vida: responsabilidade e transparência

Ao abordar o programa Minha Casa, Minha Vida, Edvaldo Ferreira demonstrou não apenas conhecimento de causa, mas também respeito pela população que mais precisa — aquela que sonha com o direito básico à moradia digna.
Reforçou o compromisso do governo municipal com a transparência nos cadastros, conduzidos por uma equipe técnica sob a coordenação de Nildo Freitas, nome que o vereador fez questão de destacar pela competência e responsabilidade.

Não há sorteio apressado, nem “fila amiga” de apadrinhados políticos, como em outros tempos. O processo segue critérios técnicos, datas definidas e comunicação clara — algo que, convenhamos, é raro em gestões passadas marcadas por sombras de favorecimento.

Ferreira, ao lembrar episódios em que “pessoas foram contempladas sem cadastro”, tocou numa ferida que muitos preferem encobrir: o uso político da esperança alheia. Sua fala foi um recado direto aos que ainda tentam transformar políticas públicas em moeda eleitoral.

A verdade sobre a COSIP: entre a memória e a má-fé

Mas foi ao tratar da COSIP (Contribuição para Custeio do Serviço de Iluminação Pública) que o vereador demonstrou a importância de se fazer política com memória.
Com didatismo raro na tribuna, ele explicou — e reafirmou — que a COSIP não é uma invenção do atual governo, tampouco um novo tributo.
Ela existe desde 2002, inserida no Código Tributário Municipal durante um governo do Partido dos Trabalhadores.

O que está sendo feito agora é apenas a regulamentação e ampliação da aplicação dos recursos, para que a cidade tenha um serviço de iluminação mais eficiente, moderno e seguro.
Ou seja, trata-se de aperfeiçoar o que já existe — e não de criar um novo peso para o bolso do cidadão.

Ferreira lembrou ainda que fazer política sem memória é flertar com a hipocrisia, e que há quem pratique uma “amnésia seletiva” conveniente, omitindo o passado quando este lhes convém. Uma fala necessária num tempo em que fake news se tornaram ferramenta de oposição vazia, movida mais por oportunismo do que por compromisso com a verdade.

Política com propósito

O pronunciamento de Edvaldo Ferreira foi mais que um discurso — foi um ato de responsabilidade pública.
Em meio à crescente desinformação, sua postura mostra que a Câmara Municipal ainda pode ser espaço de lucidez, coerência e serviço ao bem comum.
Num cenário em que tantos buscam palco, Ferreira buscou o esclarecimento.
Num ambiente onde muitos jogam para a plateia, ele defendeu o direito do povo à verdade.

E é exatamente aí que se revela o verdadeiro papel de um vereador: não o de gritar mais alto, mas o de falar com mais clareza.

Vitória da Conquista precisa de mais vozes como a de Edvaldo Ferreira — firmes, serenas e guiadas pela ética da verdade. Porque, como ensinava Rui Barbosa, “a força do direito deve superar o direito da força”.

E nesta quarta-feira, a tribuna da Câmara foi, mais do que nunca, o altar da verdade pública.