(Padre Carlos)
Na manhã desta terça-feira, a Câmara Municipal de Vitória da Conquista foi palco de um pronunciamento que merece destaque. A vereadora Léia de Quinho, em seu primeiro mandato, demonstrou que ética e convicção não dependem de tempo de casa, mas de caráter e coragem.
Com voz firme, declarou seu voto contrário a criação de uma contribuição para custear o serviço de iluminação pública. — taxa de iluminação pública — não por conveniência política, nem por barganhas, mas por convicção. Este gesto, num tempo em que a política tantas vezes é vista como terreno de interesses escusos, ganha contornos de grandeza.
A fala da vereadora, carregada de sinceridade, ecoou o sentimento popular. O povo conquistense não aguenta mais novos impostos, novas taxas, novos fardos que recaem sempre sobre os ombros dos mais pobres, aposentados e pequenos empreendedores. Léia soube interpretar o clamor das ruas, mostrando que sua cadeira no legislativo não é trono de vaidade, mas espaço de luta em defesa da comunidade.
E não parou aí: ao reivindicar transporte para os pacientes de Batepé que realizam hemodiálise em Conquista, Léia reafirmou que a política verdadeira se faz olhando nos olhos da população e atendendo às demandas urgentes. Saúde, dignidade e respeito foram as bandeiras que ergueu diante de todos.
Numa sociedade descrente da classe política, a postura da vereadora se apresenta como um sopro de esperança. Seu compromisso ético, sua firmeza e sua disposição republicana a colocam como exemplo a ser seguido. Vitória da Conquista precisa de mais vozes assim: livres, corajosas e fiéis ao povo.




