
Na recente decisão da Vara da Fazenda Pública de Vitória da Conquista, a Justiça barrou a ação movida pelos vereadores do PT, Alexandre Xandó e Márcio Viviane, e autorizou a Prefeitura a contrair um empréstimo de R$ 400 milhões. O juiz Reno Viana Soares, ao proferir essa decisão, reafirma a legalidade do processo e a necessidade de investimento público.
Porém, o que salta aos olhos é a incoerência dos parlamentares que agora contestam o empréstimo municipal. Se, por um lado, questionam a legalidade e a responsabilidade fiscal da gestão municipal, por outro lado, permanecem em silêncio diante das inúmeras operações de crédito do Governo da Bahia, que ultrapassam os R$ 26 bilhões.
A falta de coerência é evidente: enquanto a oposição exige rigor da gestão municipal, não cobra o mesmo do governo estadual, que também utiliza recursos públicos em grande escala. Essa seletividade compromete a credibilidade do debate público e revela um jogo político que desconsidera o interesse maior da população: a transparência e a responsabilidade fiscal.
A população de Vitória da Conquista e da Bahia merece uma postura coerente e íntegra de todos os representantes. A transparência não pode ser uma arma seletiva, mas um compromisso universal. A incoerência da oposição enfraquece o debate e prejudica a confiança pública.
Este artigo é um apelo por coerência e responsabilidade, para que o interesse público esteja sempre em primeiro lugar.
(Padre Carlos)




