Política e Resenha

ARTIGO – A Lagoa das Bateias, a Política que Faz Obra e a Representação que Vitória da Conquista Precisa

 

 

Padre Carlos

Há gestos na política que dizem mais do que discursos. O sorriso largo do advogado Wagner Alves ao acompanhar a assinatura da Ordem de Serviço para a reconstrução dos canais e galerias de drenagem pluvial da Lagoa das Bateias é um desses gestos. Não é um sorriso ensaiado para fotografia oficial, mas a expressão sincera de quem vê um símbolo histórico, ambiental e afetivo de Vitória da Conquista ser recuperado e valorizado como merece.

Wagner Alves construiu, ao longo dos anos, uma imagem pública fortemente associada à defesa dos parques ecológicos e das causas ambientais. Não por oportunismo, mas por convicção. Por isso, sua felicidade nesse momento tem peso político e simbólico. Ele sabe — e a cidade também precisa compreender — que obras estruturantes como essa não são apenas ações administrativas pontuais, mas parte de um projeto maior de cidade, que exige continuidade, articulação institucional e representação política em Salvador.

A prefeita Sheila Lemos, hoje a maior liderança política do Sudoeste baiano, vem demonstrando que governar é ir além do discurso fácil. A intervenção na Lagoa das Bateias é investimento público que toca diretamente na qualidade de vida da população, na mobilidade urbana, na drenagem pluvial, na preservação ambiental e na valorização de um espaço que é patrimônio coletivo. É gestão pública com resultado concreto, algo cada vez mais raro em tempos de promessas vazias.

Nesse contexto, a pré-candidatura de Wagner Alves à Assembleia Legislativa da Bahia ganha sentido político claro. Não se trata apenas de um projeto pessoal ou de um sobrenome ligado ao poder municipal. Trata-se da necessidade real de Vitória da Conquista ter voz ativa na capital, alguém que conheça os problemas locais, defenda os interesses da cidade e saiba dialogar com o governo do Estado para garantir recursos, obras e políticas públicas permanentes.

O povo precisa entender que cidade forte não se constrói apenas com boas intenções na prefeitura. É preciso articulação política, representação qualificada e capacidade de transformar aprovação administrativa em força legislativa. Wagner, ao capitalizar politicamente uma obra que nasce da gestão de Sheila Lemos, sinaliza exatamente isso: a política que defende o meio ambiente, valoriza os símbolos da cidade e compreende que desenvolvimento urbano e preservação ambiental não são opostos, mas complementares.

A Lagoa das Bateias deixa de ser apenas um espaço degradado para se tornar, novamente, um símbolo de Vitória da Conquista que se reencontra com sua identidade. E aquele sorriso, que muitos tentam reduzir a cálculo político, é, na verdade, o retrato de quem sabe que obra pública bem feita não é favor — é dever. E que defendê-la, ampliá-la e protegê-la em Salvador será uma das grandes batalhas do próximo ciclo político.

Investimento público que muda de verdade a vida da população não nasce do acaso. Nasce de projeto, liderança e representação. E a cidade começa, aos poucos, a entender isso.