A presunção de inocência é um pilar da nossa democracia, mas a paciência do brasileiro tem limite e a lógica tem método. Quando olhamos para as recentes revelações sobre a “Abin Paralela” e sua infiltração na Receita Federal, o que vemos não é um erro administrativo ou uma curiosidade isolada de servidores. O que vemos é um projeto deliberado de aparelhamento estatal para fins de perseguição política.
Punir esses “arapongas” do serviço público não é apenas uma questão de justiça criminal; é uma questão de sobrevivência das instituições.
A Desculpa que Não “Cola”
O caso do auditor que alegou acessar dados da nora de um ministro do STF para “procurar um amigo de sobrenome Feitosa” beira o insulto à inteligência alheia. Em um país com milhares de “Feitosas”, o destino fortuito do clique caiu justamente sobre a família de um magistrado da suprema corte? Como bem pontuado, ninguém entra em arquivos sigilosos do governo para fazer “reunião de ex-colegas” de forma aleatória.
O “Feitosa” em questão é a peça-chave: Ricardo Pereira Feitosa, ex-chefe da inteligência da Receita. Um homem que, em apenas quatro meses, levantou alertas por sua voracidade em vasculhar CPFs de quem cruzasse o caminho do governo anterior — incluindo o promotor do caso das “rachadinhas”.
A Anatomia do Crime
O relatório da Polícia Federal (Capítulo 14.3) é um mapa da infâmia. Ele detalha como a estrutura da Receita Federal foi usada como uma extensão de uma agência de espionagem clandestina.
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O Auditor Graduado: Ao contrário dos novatos, ele não imprimiu documentos. Sabia que o rastro digital da impressão é uma assinatura de culpa. Ele operou como um profissional: olhou, possivelmente fotografou ou anotou. A experiência, neste caso, foi usada para tentar garantir a impunidade.
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O Alvo: Não eram sonegadores de impostos ou lavadores de dinheiro de cartéis. Eram desafetos políticos.
Conclusão: A Limpeza Necessária
Servidores públicos que vendem ou repassam informações sigilais para alimentar máquinas de ódio ou chantagem política traem o juramento que fizeram. Eles não são apenas funcionários infiéis; são o cupim que corrói a viga mestre da República. A punição deve ser exemplar, rápida e dentro do rigor da lei, para que o contribuinte saiba que o seu dado fiscal não é munição para a guerra de ninguém.





