Política e Resenha

ARTIGO – Gasolina Batizada e Política Adulterada

 

 

 

(Padre Carlos)

Ah, o Brasil… esse país abençoado por Deus e governado por quem acha que o povo é burro o suficiente pra acreditar em mágica! Agora vem o mais novo truque de salão de Brasília: aumentar o teor de etanol na gasolina de 30% para 35%. E quem puxa o coro? O presidente da Câmara Federal, Hugo Motta, aquele mesmo que parece mais animado com as usinas de açúcar do que com o bolso do cidadão.

Segundo ele, essa medida “fortalecerá a indústria de biocombustíveis”. E eu não duvido. Vai fortalecer tanto que o povo vai precisar de reforço pra empurrar o carro quando o tanque secar no meio da estrada. Porque, convenhamos, nossa gasolina já é uma piada pronta: ruim, cara e, agora, prestes a virar um coquetel tropical de etanol com um toque de ilusão política.

A verdade é que o cidadão brasileiro está pagando caro por um produto que queima mais rápido que promessa de campanha. Enquanto isso, o mesmo político que fala em “biocombustíveis sustentáveis” esquece de dizer que o motor do seu carro oficial está sempre cheio — e com combustível pago com o dinheiro do povo.

Será que o presidente da Câmara é um entusiasta ecológico, um lobista disfarçado ou simplesmente um desinformado de luxo? Porque defender mais etanol na gasolina, num país onde o combustível já tem preço de perfume francês e qualidade de pinga de alambique, é debochar da inteligência nacional.

E se o senhor Hugo Motta realmente acredita que 35% de etanol vai “salvar o planeta”, que tal começar abastecendo o carro dele com essa mistura turbinada e ver se chega a Brasília?

Enquanto o brasileiro segue pagando R$ 6,50 por litro de uma gasolina que evapora mais rápido que a paciência do contribuinte, os engravatados celebram mais uma “vitória do setor”. O que eles chamam de avanço, o povo chama de golpe no tanque.

No fim das contas, o que se mistura mesmo não é gasolina e etanol — é política com interesse econômico. E o resultado, meu amigo, é o mesmo de sempre: quem paga a conta é você, que acorda cedo, trabalha duro e ainda precisa sorrir pro frentista enquanto assiste seu dinheiro virar fumaça.

Talvez o nome certo pra esse novo projeto fosse “Gasolina Premium Brasília Edition” — mais cara, mais fraca e com o mesmo cheiro de esperteza política.