
(Padre Carlos)
Há gestos na política que ultrapassam o campo da gestão pública e se inscrevem na história de uma cidade como atos de amor, responsabilidade e visão de futuro. Assim foi o gesto do então prefeito Guilherme Menezes, quando, na manhã de uma quinta-feira, 28, recebeu o Plano Municipal pela Primeira Infância — um documento que simbolizava não apenas uma política pública, mas uma profunda compreensão do que significa cuidar do ser humano em sua fase mais decisiva: os primeiros anos de vida.
Aquele momento, que poderia passar despercebido entre tantos compromissos administrativos, revelou o traço mais humano da gestão de Guilherme: a crença de que o desenvolvimento de uma sociedade começa no colo de uma criança. E que nenhuma obra, por mais grandiosa que seja, supera o valor de garantir a uma criança o direito de crescer com saúde, afeto, educação e dignidade.
O Plano pela Primeira Infância nasceu de uma construção coletiva. De mãos dadas — o poder público, o Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (Comdica), lideranças como Lenira Figueiredo, a coordenadora Cássia Cardoso, o secretário Miguel Felício e tantos outros — traçaram uma rota de esperança para os pequenos conquistenses. O documento não era apenas um planejamento técnico, mas uma declaração de amor à infância e à cidade.
Guilherme Menezes, ao receber o plano, fez o que sempre fez em sua trajetória política: valorizou o diálogo e o trabalho conjunto. Reconheceu, com sensibilidade, que o Esaú Matos, os programas sociais e as políticas de atenção integral à criança eram frutos de um esforço intersetorial. “O plano evidencia políticas que o governo vem construindo em nosso município”, afirmou o gestor. Palavras que ecoam até hoje, porque traduzem o espírito de uma administração que via na criança o centro da transformação social.
Em tempos em que a política muitas vezes se perde em disputas menores, é necessário resgatar esse legado. Guilherme Menezes foi, sem dúvida, um dos raros políticos que compreenderam que governar é cuidar das pessoas — e, sobretudo, das que mais precisam. Seu olhar para a primeira infância foi, e continua sendo, um marco na história de Vitória da Conquista.
Hoje, quando se fala em políticas públicas, sustentabilidade humana e futuro, é impossível não reconhecer o quanto o Plano Municipal pela Primeira Infância antecipou debates que só agora ganham força em nível nacional. Esse plano foi, antes de tudo, um compromisso com a vida. E Guilherme Menezes, um gestor que entendeu que cada criança saudável e feliz é a mais bela obra de um governo verdadeiramente humano.
Mais do que uma homenagem, este artigo é um reconhecimento. Porque a infância — aquela fase sagrada da existência — encontrou em Guilherme Menezes um defensor sensível, visionário e comprometido com a dignidade de cada criança conquistense.




