Política e Resenha

ARTIGO – O São João da Zona Rural de Conquista: O Melhor da História (Padre Carlos)

 

 

Se na cidade de Vitória da Conquista vivemos o melhor São João da história, com o Parque de Exposições Teopompo de Almeida lotado por três noites consecutivas, a verdade é que esse brilho também se espalhou pelos caminhos de terra, pelas vilas, povoados e distritos da zona rural do nosso município. O Arraiá da Conquista 2025 se firmou como o maior e mais organizado da região — e não apenas no centro urbano, mas também nas raízes do campo, onde pulsa forte a cultura e a tradição junina.

De Inhobim a Veredinha, de José Gonçalves ao Batuque, a festa foi um verdadeiro espetáculo de diversidade musical, dança e integração comunitária. Um São João de raiz, com cheiro de milho assado, sanfona afinada e fogueira acesa. A zona rural não ficou à margem: ela foi protagonista de uma celebração que honrou a memória dos antigos festejos e abraçou com alegria as novas gerações.

Inhobim abriu as portas do arraial no dia 22, embalado pela voz vibrante de Tales Rocha, num mix de arrocha e forró pé-de-serra. O batuque da festa chegou com força nas quadrilhas, especialmente no distrito de São João da Vitória, com grupos como o Arraiá São José e a Quadrilha Sonho Junino — um verdadeiro festival da cultura nordestina.

Em José Gonçalves, as expectativas se confirmaram: as apresentações de nomes como Carlinhos Montalvania, Café com Xote e a animada banda Swing Manhoso reuniram moradores e visitantes em clima de festa e pertencimento. As quadrilhas, os ritmos e o colorido das bandeirolas encantaram públicos de todas as idades. Em cada povoado, uma identidade, mas o mesmo espírito de celebração.

Em Cabeceira do Jiboia, a tradição ganhou o fole da Banda Xiado Novo e o talento de Neto do Forró. No Pradoso, Cigano Cantador trouxe a alma cigana para a festa. Em Iguá, o Trio Edgar fez vibrar o chão de barro batido com forró autêntico, enquanto no distrito de Dantelândia, Vanildo Cunha mostrou por que ainda é um dos nomes mais queridos do São João conquistense.

Valeu, Conquista! Valeu pelo respeito à cultura popular, pelo investimento na descentralização da festa e por garantir que as vozes do interior também cantassem alto o orgulho de pertencer a essa terra. O São João 2025 marcou não apenas o calendário festivo, mas o coração das comunidades que, muitas vezes esquecidas ao longo do ano, foram neste junho lembradas, celebradas e valorizadas.

A zona rural não foi coadjuvante: foi palco, foi alma, foi coração da festa. E assim, o Arraiá da Conquista entrou para a história como o São João mais democrático, mais vibrante e mais enraizado que essa terra já viu. Que venha 2026, porque o povo quer mais!