
(Padre Carlos)
O Portal da Transparência nos revelou, mais uma vez, que a indignação no Brasil tem data e CPF. Saiu o pagamento de R$ 17 mil para o deputado Eduardo Bolsonaro, mesmo após meses ausente do país, sem exercer seu mandato, sem honrar os votos recebidos, e ainda assim mantido como beneficiário do erário. O salário bruto superava R$ 46 mil, mas como a licença venceu no dia 17 do mês passado, o valor foi pago proporcionalmente. Resultado? R$ 17 mil brutos, R$ 14 mil líquidos. Um escárnio.
Mas não para por aí. Alexandre de Moraes, atento e previdente, já havia determinado o bloqueio das contas do “Zero Três”, que hoje parece mais um “Zero Compromisso”. O dinheiro está retido no banco. Ainda assim, saiu do nosso bolso. Foi consignado, lançado, processado — e pago. Não importa se foi bloqueado: o povo já pagou.
Pior: Eduardo mantém oito funcionários, que juntos nos custam R$ 123 mil por mês. Para fazer o quê? Atender ligações de um gabinete-fantasma? Imprimir fake news em papel timbrado da Câmara? Ninguém sabe, ninguém viu. Mas o dinheiro está lá. O contribuinte que se exploda.
A pergunta que se impõe é simples: qual é o limite da nossa tolerância institucional? Até quando aceitaremos que figuras públicas, que conspiram contra a soberania nacional, recebam salários de um povo que mal consegue pagar as próprias contas? Isso não é apenas desprezo pela função pública. Isso é sabotagem com fundo parlamentar.
É hora de acordar, Davi Alcolumbre, Hugo Motta e demais parlamentares. Ou tomam uma atitude contra essa serpente da desmoralização, ou serão picados por ela. A cada dia que passa, cresce o número de brasileiros que sabem que o Congresso Nacional não representa o povo, mas apenas seus próprios interesses. 78% dos brasileiros já disseram isso.
E não nos venham com a ladainha de que “o sistema funciona”. O sistema está podre. Quando um traidor da pátria recebe salário por conspiração internacional, enquanto o brasileiro enfrenta tarifaços, inflação e desemprego, não há mais desculpas.
É hora de agir. Porque, convenhamos, até o gado já está desconfiando da cerca.




