
(Padre Carlos)
Há momentos na vida pública em que a política, longe dos holofotes da disputa e da frieza dos gabinetes, se aproxima do altar da sensibilidade humana. É o que testemunhamos com o Projeto de Lei nº 053/2025, de autoria do vereador Luis Carlos Dudé, que reconhece a Festa de Nossa Senhora das Vitórias como Patrimônio Cultural e Imaterial de Vitória da Conquista. Uma iniciativa que une fé, história e identidade em um só gesto de reconhecimento e preservação.
Trata-se de uma decisão política que escuta o coração do povo. A Festa de Nossa Senhora das Vitórias não é apenas um evento litúrgico: é um marco na vida de milhares de conquistenses que, ano após ano, renovam sua esperança aos pés da padroeira. Na Catedral Metropolitana, entre cantos, preces e procissões, pulsa a alma de uma cidade que carrega no nome a promessa da vitória e, na fé, o impulso para resistir e sonhar.
Ao elevar essa festa à condição de Patrimônio Imaterial, o poder legislativo faz mais do que homenagear um símbolo religioso: ele consagra a memória coletiva, protege o invisível elo que liga gerações e afirma o valor da tradição como um bem público. É o reconhecimento de que cultura e fé caminham juntas, moldando a identidade de um povo.
Parabenizo o vereador Dudé por enxergar, neste gesto simples e grandioso, uma forma de servir com sentido e profundidade. Que esta iniciativa, agora nas mãos da prefeita Sheila Lemos, seja sancionada com a consciência de que governar é também proteger o que o povo guarda no coração.
Quando a fé encontra a política do bem, quem ganha é a cidade. Ganha o povo. Ganha a cultura. E, sobretudo, ganha a esperança.




