Política e Resenha

ARTIGO – Quando o poder público age com responsabilidade diante da tempestade

 

 

(Padre Carlos)

Em momentos de crise, é que se revela a verdadeira essência da liderança. As fortes chuvas que atingiram Vitória da Conquista, com 72 milímetros em apenas 45 minutos, colocaram à prova a capacidade da gestão municipal de agir com rapidez, planejamento e humanidade. Nesse cenário desafiador, o trabalho coordenado da prefeita e de suas equipes mostrou que o compromisso com a cidade vai muito além das palavras: é ação concreta, presença e cuidado.

Ontem, no momento das chuvas, as equipes já foram todas para a rua: Defesa Civil, SESEP, SEINFRA, Meio Ambiente… Tivemos um temporal, foram 72 mm num período de 45 minutos, então foi muita chuva.” — relatou a prefeita em seu pronunciamento, deixando evidente o preparo e a agilidade do poder público municipal diante da emergência.

Enquanto cidades sucumbem à inércia e ao improviso, Vitória da Conquista reagiu com organização. A prefeita destacou que, mesmo com a intensidade da chuva, “graças a Deus, nada muito grave aconteceu, a não ser prejuízos materiais”, resultado direto das ações preventivas realizadas ao longo do ano — especialmente a limpeza e desobstrução dos canais de drenagem, que evitaram tragédias maiores.

É importante reconhecer o valor de uma gestão que trabalha com planejamento técnico e responsabilidade. “Todos os canais de drenagem feitos pelo município não tiveram nenhum tipo de avaria”, disse a prefeita, mostrando que os investimentos em infraestrutura estão dando resultado.

Os números falam por si: 35 ligações para a Defesa Civil no dia do temporal e 45 no dia seguinte, todas atendidas e monitoradas. Essa presença constante da administração pública reforça a confiança da população em momentos de vulnerabilidade. “Estamos monitorando 24 horas para que consigamos dar assistência a todas as pessoas atingidas pelas fortes chuvas”, afirmou a prefeita.

Além do trabalho emergencial, o olhar estratégico da gestão se projeta para o futuro. A prefeita lembrou que os canais mapeados já estão incluídos no PAC, visando melhorar a vazão e o dimensionamento das drenagens. Esse tipo de planejamento é o que diferencia a gestão pública moderna da velha política do improviso.

Há, também, um aspecto humano que merece destaque. As famílias desalojadas foram acolhidas e acompanhadas, enquanto as equipes seguem de prontidão para evitar novas perdas. A prefeita foi enfática ao afirmar: “Não vamos de forma alguma colocar nossas equipes em risco”, ao justificar a cautela na remoção do veículo que caiu no canal da Avenida Caracas — uma fala que revela empatia e responsabilidade com o servidor público.

Quando a prefeita menciona que “logo depois que cessou as chuvas, a água foi escoada”, ela não apenas informa: ela demonstra que a cidade, antes vulnerável, começa a se estruturar para conviver de forma mais segura com as intempéries. O episódio na Lagoa das Bateias, que chegou a gerar rumores de extravasamento, foi prontamente resolvido: “Hoje pela manhã a equipe já desobstruiu o canal e a água já escoou”, informou.

Em tempos de fake news e críticas apressadas, o exemplo de gestão pública eficiente, transparente e humana deve ser reconhecido. A chuva, que costuma revelar as fragilidades das cidades, acabou evidenciando a força de uma gestão que trabalha de forma integrada, com técnicos, engenheiros, Defesa Civil e comunicação alinhados em um mesmo propósito: proteger vidas e reconstruir o que for preciso.

Assim, a tempestade que poderia ser sinônimo de caos transformou-se em prova concreta de competência administrativa e empatia social. Vitória da Conquista, mais uma vez, mostra que o poder público, quando é sério e comprometido, não se esconde da chuva — enfrenta-a de cabeça erguida e com o coração voltado para o povo.