(Padre Carlos)
Quando 37 presidentes de Câmaras Municipais assinam um documento conjunto, algo extraordinário está acontecendo. A Carta do Sudoeste, assinada em Vitória da Conquista, é mais do que uma reivindicação administrativa. É o grito por desenvolvimento regional, por integração municipal, por dignidade para uma população que há décadas clama por atenção do Estado.
A proposta de criação da Região Metropolitana do Sudoeste da Bahia, liderada pelo deputado Vitor Azevedo, representa uma guinada estratégica. Com ela, municípios como Conquista, Itapetinga, Brumado e tantos outros passam a sonhar — e planejar — juntos. A ideia é simples e poderosa: unir forças para criar políticas públicas integradas, melhorar a infraestrutura urbana, captar mais recursos e fomentar o crescimento sustentável.
Em tempos de escassez, a união é um trunfo. Municípios pequenos ganham voz ao lado de centros maiores. As necessidades locais tornam-se parte de um plano regional. E A Carta do Sudoeste é o instrumento que vocaliza esse novo momento.
Do ponto de vista técnico, a criação da Região Metropolitana facilita o acesso a fundos estaduais e federais. Ela também permite que serviços como transporte, saneamento e segurança sejam planejados de forma conjunta, racionalizando gastos e ampliando o impacto positivo na vida dos cidadãos.
A presença de líderes políticos de Salvador e Lauro de Freitas, unindo-se aos do interior, prova que esta é uma causa supraideológica. A Bahia precisa descentralizar seu progresso. O Sudoeste, com seu dinamismo econômico e capital humano, não pode mais esperar.
A Carta do Sudoeste é o começo de uma nova história. O momento é agora. Que o governador e a Assembleia estejam à altura deste chamado.





