Política e Resenha

ARTIGO – Sheila Lemos e o Compromisso com o Futuro de Vitória da Conquista

 

(Padre Carlos)

Em tempos em que a política nacional parece, muitas vezes, se afastar das demandas reais das cidades do interior, é alentador ver uma gestora municipal atravessando os corredores de Brasília não em busca de discursos, mas de resultados. A prefeita Sheila Lemos cumpre uma agenda de trabalho firme e objetiva na capital federal, apresentando ao ministro da Casa Civil, Rui Costa, os estudos técnicos de drenagem urbana elaborados pela Prefeitura de Vitória da Conquista para inclusão no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) — uma pauta que revela visão estratégica e compromisso com o futuro da cidade.

A drenagem, tema muitas vezes invisível ao olhar político imediato, é um dos pilares da infraestrutura urbana. Por trás dos projetos de asfalto, dos novos loteamentos e da expansão imobiliária, estão os sistemas de escoamento das águas pluviais, que definem a qualidade de vida, a segurança das vias e a preservação ambiental. Sheila Lemos, ao levar esses estudos a Brasília, demonstra compreender que planejar o subsolo é garantir o futuro da superfície — e que uma cidade sustentável se constrói debaixo para cima, a partir de bases sólidas e estruturadas.

Vitória da Conquista, com sua topografia peculiar e seu regime de chuvas irregulares, há décadas sofre com os efeitos de alagamentos e erosões. É um problema antigo, que impacta bairros como o Bela Vista, Alto Maron, Panorama, Urbis VI e Vila América, exigindo soluções técnicas e investimentos vultosos. A inclusão desses projetos no PAC pode representar uma virada histórica, especialmente se os recursos forem aplicados com planejamento e transparência, fortalecendo a infraestrutura e a confiança da população.

A visita de Sheila à Casa Civil também tem um significado simbólico importante: mostra uma prefeita que dialoga, articula e defende a cidade no coração do poder federal. Em tempos de polarização e vaidades políticas, esse tipo de postura republicana é um sopro de maturidade administrativa. Não se trata de bajulação ou de oportunismo — trata-se de governar com responsabilidade e coragem, buscando onde for preciso os instrumentos para que a cidade avance.

Sheila Lemos vem dando sinais claros de que a sua gestão quer ser lembrada não apenas pelas obras visíveis, mas pela estruturação inteligente e duradoura da cidade. O desafio agora é garantir que cada estudo se transforme em obra, e que cada obra traga consigo dignidade e progresso. Brasília pode ter sido o ponto de partida, mas o destino final dessa agenda é o coração da população conquistense, que espera — e merece — viver em uma cidade preparada para o futuro.