
(Padre Carlos)
No tabuleiro das decisões nacionais, Vitória da Conquista segue sendo a peça esquecida. Apesar de ser o terceiro maior polo econômico da Bahia e um dos principais corredores logísticos do Nordeste, a cidade e todo o Sudoeste baiano foram deixados de fora mais uma vez da duplicação da BR-116 — uma obra urgente para o transporte, a economia e a segurança da população.
O problema não é apenas técnico, é político. Faltam representantes que defendam a região com firmeza, que batam na mesa em Brasília e garantam que nossas demandas não sejam descartadas. Não basta posar para fotos com vitórias alheias e divulgar nas redes sociais como se fossem conquistas próprias. Representar é estar presente na hora da decisão, não só na hora do anúncio.
Se hoje viadutos e rotatórias fazem parte do projeto, isso é fruto da mobilização do presidente da Câmara de Vereadores e de uma comitiva determinada que esteve na capital federal. Sem essa pressão local, nossas demandas seguiriam ignoradas, como tantas vezes no passado.
O Sudoeste não pode aceitar que a duplicação da BR-116 continue sendo adiada indefinidamente. Essa estrada é artéria vital para o escoamento da produção agrícola, para a ligação entre regiões e para a prevenção de acidentes fatais. Cada dia de atraso custa vidas, empregos e desenvolvimento.
A omissão custa caro. E a história mostra que, sem pressão organizada, Vitória da Conquista continuará no fim da fila. É hora de transformar indignação em ação, e de cobrar de quem nos representa o que realmente importa: resultados concretos.




