
Mais uma vida ceifada nas estradas da Bahia. Na noite da última quinta-feira (17), uma colisão entre uma motocicleta e um ônibus da Policlínica Regional resultou na morte de um homem identificado como Demilson, e deixou outro ferido. O acidente ocorreu no município de Itambé e envolveu um ônibus que saiu de Vitória da Conquista com destino a Itapetinga.
Notícias como essa, infelizmente, deixaram de ser exceção e passaram a fazer parte do cotidiano. O trânsito tornou-se uma roleta russa para motociclistas e motoristas. Mas, nesse caso específico, há um elemento que exige reflexão mais profunda: o envolvimento de um veículo da rede pública de saúde. Quando um ônibus da Policlínica — que deveria simbolizar cuidado, prevenção e vida — se vê no centro de um acidente com vítima fatal, somos forçados a encarar a fragilidade do sistema.
Não basta apenas lamentar. É preciso discutir responsabilidade, fiscalização e treinamento. Há câmeras nos veículos públicos? Há controle da jornada dos motoristas? E, principalmente: os contratos terceirizados priorizam a segurança ou apenas o menor preço?
A colisão, ocorrida entre Itambé e Itapetinga, revela também a precariedade das rodovias da região. Quem percorre esses trechos sabe: buracos, sinalização deficiente e ausência de iluminação são parte do trajeto. A má conservação das estradas tem custo — e ele se mede em vidas humanas.
A população de Vitória da Conquista, Itapetinga, Itambé e demais municípios atendidos pela Policlínica Regional deve exigir respostas. A morte de Demilson não pode ser tratada como estatística. É dever do poder público, da imprensa local e da sociedade civil cobrar transparência e ações preventivas.
Enquanto a política de mobilidade e transporte público for tratada com negligência, tragédias como essa continuarão se repetindo, transformando nossas estradas em túmulos a céu aberto.




