Política e Resenha

ARTIGO – Zé Andrade, símbolo dos miguelenses em Vitória da Conquista

 

(Padre Carlos)

Hoje celebramos um dia especial: os 80 anos de Zé Andrade, um homem que traz em sua história o retrato mais fiel dos valores dos miguelenses que escolheram Vitória da Conquista como lar. Nascido em São Miguel das Matas, ele se tornou referência de trabalho, honestidade e dedicação, deixando raízes profundas nesta terra que acolheu gerações.

Setembro é o mês do Miguelense, e não poderia ser coincidência que Zé Andrade, um filho dessa tradição, viesse ao mundo neste período simbólico. É como se a própria história tivesse marcado sua vida com a identidade de um povo que nunca se rendeu às dificuldades, mas sempre cultivou a esperança, a fé e a força do trabalho.

A migração dos miguelenses para Conquista, intensificada nas décadas de 1950 e 1960, foi responsável por trazer não apenas mão de obra, mas cultura, religiosidade, música, gastronomia e valores humanos que se enraizaram no tecido social conquistense. O reconhecimento dessa contribuição, por meio da instituição do “Dia do Miguelense”, proposto pelo vereador Luís Carlos Dudé e sancionado pela prefeita Sheila Lemos, não é apenas uma homenagem; é a afirmação de uma identidade que moldou e molda a cidade.

Zé Andrade encarna essa trajetória. Homem de retidão, pai exemplar, trabalhador incansável e empresário que acreditou no futuro, construiu não apenas sua história pessoal, mas também ajudou a construir o progresso da cidade. Sua vida é um testemunho de que o maior legado que se pode deixar é o amor ao trabalho, à família e à comunidade.

Ao celebrarmos seus 80 anos, celebramos também a força dos miguelenses que, vindos do Recôncavo, trouxeram esperança e semearam desenvolvimento. Vitória da Conquista se orgulha de ser capital regional de um território que abraça 80 municípios da Bahia e parte de Minas Gerais. Esse crescimento, contudo, não seria o mesmo sem o suor e a garra de homens e mulheres como Zé Andrade.

Que este 5 de setembro fique marcado como um dia de gratidão. Gratidão a Zé Andrade por sua história. Gratidão aos miguelenses por sua contribuição. E gratidão à vida, que nos permite reconhecer no passado as sementes que florescem no presente e projetam o futuro.