
Por Padre Carlos
Há profissões que se aprendem, e há vocações que se revelam. A medicina é uma das poucas que reúne as duas coisas — ciência e dom, técnica e compaixão, precisão e ternura. No Dia do Médico, nenhuma homenagem parece suficiente para expressar o valor de quem dedica a própria vida a preservar a vida dos outros. E hoje, essa palavra de gratidão e reconhecimento se dirige a um nome que honra a medicina com alma e propósito: Dr. Roberto Lara.
Como escreveu Narayana Aghalaya, “Do nascimento até o último suspiro, suas mãos nos sustentam; eles salvam nossas vidas, mesmo quando já estamos velhos…”. Há nessa imagem algo de profundamente humano — e também divino. O médico é aquele que toca o corpo, mas alcança o espírito; que diagnostica doenças, mas também devolve esperança. É essa presença silenciosa, quase sacerdotal, que faz do consultório um espaço de fé, e não apenas de cura.
Lembro-me das palavras de Mithilesh Yadav: “Quando o mundo se tornou infeccioso, você se apresentou na linha de frente e enfrentou…” — e é impossível não recordar os tempos sombrios da pandemia, quando médicos como o Dr. Roberto não recuaram. Arriscaram-se, cuidaram, consolaram, e mesmo esgotados, seguiram firmes. A medicina, nesses dias, deixou de ser profissão e tornou-se vocação em sua forma mais pura.
Mas também é preciso lembrar, como alertou Dr. John Celes, que “Médico, seja humano; mantenha sua ética e aja com sanidade”. O bom médico é aquele que preserva, antes de tudo, o coração. E é exatamente aí que Dr. Roberto Lara se distingue — porque seu maior instrumento não é o estetoscópio, mas a escuta; não é o bisturi, mas o olhar empático; não é a autoridade, mas a presença serena que cura pela confiança.
Vivemos num tempo em que o “status do paciente importa pouco”, como disse o poeta, mas o compromisso ético é o que distingue os grandes. E é essa distinção que faz de Roberto Lara não apenas um profissional exemplar, mas um símbolo do amor à humanidade.
Recordo ainda o velho ensinamento de Hipócrates: “Onde quer que a arte da medicina seja amada, também existe um amor pela humanidade.” Talvez seja essa a essência de todo médico verdadeiro — amar a humanidade, mesmo quando ela é frágil, ingrata ou cansada.
E como diria Einstein, “Só uma vida vivida para os outros é uma vida que vale a pena.” — e a sua, Dr. Roberto, vale cada segundo.
Hoje, ao celebrarmos o Dia do Médico, celebramos também o mistério de cuidar, esse gesto de fé que se renova a cada batimento monitorado, a cada diagnóstico preciso, a cada toque de esperança. A medicina, em sua forma mais elevada, é um ato de amor — e o senhor, Dr. Roberto Lara, é testemunha viva dessa verdade.
Que Deus continue abençoando suas mãos, sua mente e seu coração — instrumentos de cura, consolo e vida.
Feliz Dia do Médico.
Ao Dr. Roberto Lara — com gratidão, respeito e admiração.




