Política e Resenha

Jair Bolsonaro já decidiu quem será seu candidato a presidente

 

 

Padre Carlos

 

O cenário político brasileiro ganhou um novo contorno nesta semana. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) comunicou a aliados e ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que foi indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) como o nome do grupo para disputar a Presidência da República nas eleições do próximo ano.

A informação, inicialmente publicada pelo portal Metrópoles e confirmada pela Folha de S.Paulo, revela que a sucessão dentro do campo bolsonarista começa a tomar forma mesmo com o ex-presidente ainda preso. Flávio visitou o pai na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, na última terça-feira (2), em um encontro que durou cerca de 30 minutos. Foi ali que Jair Bolsonaro oficializou a decisão.

Dois interlocutores próximos ao governador Tarcísio afirmaram que o senador viajou a São Paulo nesta quinta-feira (4) para comunicar pessoalmente a escolha ao chefe do Executivo paulista — nome frequentemente citado como possível candidato do campo conservador à Presidência, caso Bolsonaro ficasse impossibilitado de concorrer.

O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), confirmou que Jair Bolsonaro transmitiu ao filho a missão de liderar a campanha presidencial em 2026. Segundo ele, a decisão já vinha sendo amadurecida internamente e representa a tentativa de manter a coesão do grupo político.

A visita à PF também serviu para que Flávio se desculpasse com a madrasta, Michelle Bolsonaro (PL), após o episódio que envolveu divergências sobre o palanque do partido no Ceará. Ele classificou o conflito como um “ruído de comunicação” e reforçou que Michelle integra o núcleo duro do PL, numa tentativa de reorganizar o ambiente interno após o desgaste público.

Com a indicação, Flávio Bolsonaro se coloca oficialmente na corrida presidencial, abrindo uma nova fase para o bolsonarismo, que agora precisa reorganizar forças, negociar apoios e testar o alcance político do primogênito do ex-presidente diante de uma eleição que promete ser das mais acirradas desde a redemocratização.